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Ataques de Israel à energia do Irã não surpreenderam a Administração Trump

O consulado de Israel em Nova York afirma que o ataque ao campo de gás Sul Pars era parte do plano, não surpresa para a administração Trump

Ofir Akunis, consul general of Israel in New York, speaks during the Jerusalem Post New York conference in New York City on June 3, 2024. Noam Galai/Getty Images
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  • Operação conjunta dos Estados Unidos e de Israel contra o Irã foi lançada há quase três semanas, ampliando o conflito no Oriente Médio.
  • O ataque à área de gás South Pars foi executado e, segundo Ofir Akunis, consul geral de Israel em Nova York, fazia parte do plano.
  • A guerra tem ajudado a sustentar protestos de apoio nos EUA, com queda de popularidade de Trump e pressão no preço dos combustíveis; há críticas de que Israel empurrou Washington para o conflito.
  • Akunis disse que a administração americana sabia que Israel atacaria infraestrutura energética iraniana, em contraste com a afirmação de Trump de que não tinha conhecimento do ataque específico.
  • Parte da operação envolve visar posições do Irã na região, incluindo Hezbollah no Líbano, com metas de enfraquecer o Irân e reduzir missilística na área; há deslocamentos de civis no Líbano.

O governo de Israel, em conjunto com os Estados Unidos, lançou uma operação contra a Iran há quase três semanas. O alvo incluía infraestruturas de energia iranianas, como o campo de gás South Pars, em resposta a ameaças percebidas e ações militares regionais.

Ofir Akunis, cônsul-geral de Israel em Nova York, disse a uma publicação norte-americana que ataques como o a South Pars faziam parte do plano e não surpreenderam a administração dos EUA. A posição vem em meio a críticas sobre apoio europeu e pressões políticas internas nos EUA.

Akunis afirmou que os EUA sabiam que Israel atacaria infraestrutura energética iraniana, destacando que o ataque ao South Pars seria parte do programa. Em contrapartida, o presidente Donald Trump disse, em redes sociais, que não tinha conhecimento prévio do ataque.

A entrevista também citou a saída de um alto responsável da administração dos EUA, Joe Kent, que reagiu ao conflito sugerindo que Israel puxou os EUA para a guerra. A discussão ocorreu em meio a debates sobre custos econômicos e impactos em preços de energia.

O diplomata israelense minimizou críticas sobre influência de Israel na política externa norte-americana, enfatizando que Israel permanece como aliado próximo. Ele criticou a posição de alguns líderes europeus, que teriam se mostrado menos inclinados a apoiar a ofensiva.

No âmbito regional, a operação incluiu menção à atuação de unidades iranianas no Líbano, Iraque e região, com a meta declarada de enfraquecer capacidades de ataque do Irã. Akunis reiterou que a campanha visa também neutralizar redes associadas ao Hezbollah.

Akunis indicou que a meta de Israel é reduzir a capacidade de ataque do Irã e de seus aliados, neste caso, com atenção especial a alvos no território libanês. A resposta internacional permanece variada, com discussões sobre estabilidade de preços do petróleo.

O governo israelense destacou que a continuidade das ações depende do desenvolvimento da situação regional e das decisões do Ministério da Defesa. A estabilidade econômica global, segundo o consulado, depende de reduzir o controle iraniano sobre recursos energéticos.

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