- A Câmara aprovou MP que reajusta salários de policiais civil, militar e do Corpo de Bombeiros do Distrito Federal em duas parcelas, com variação por cargo e categoria.
- O texto entra em vigor desde 1º de dezembro de 2025 e precisa passar pelo Senado para virar lei definitiva.
- Reajustes variam de 19,6% a 28,4% para PM e bombeiros; a Polícia Civil teve aumento de 27,27% na categoria especial e 24,43% na terceira categoria.
- O benefício inclui reajuste do auxílio-moradia para PM e bombeiros, com impacto de cerca de R$ 25,7 milhões, financiado pela extinção de 344 cargos vagos no Ministério da Gestão e da Inovação.
- O impacto orçamentário total da medida está estimado em R$ 203,1 milhões em 2025 e R$ 3 bilhões em 2026 (valor também válido para 2027).
A Câmara dos Deputados aprovou nesta quinta-feira uma medida provisória que reajusta os salários de policiais civis, militares e do Corpo de Bombeiros do Distrito Federal em duas parcelas. A MP ainda precisa ser votada pelo Senado para virar lei em definitivo.
As regras entraram em vigor em 1º de dezembro de 2025. A primeira parcela já havia sido concedida em dezembro de 2025, e a segunda ocorreu em janeiro de 2026. O reajuste varia conforme cargo, classe, posto ou patente.
Para a PM e os bombeiros do DF, o reajuste ficou entre 19,6% e 28,4%. A Polícia Civil do DF teve 27,27% de alta na categoria especial e 24,43% na terceira categoria. Policiais militares e bombeiros dos ex-territórios tiveram reajuste de 24,32%, em duas parcelas. O termo ex-territórios refere-se aos antigos territórios que viraram estados.
O salário de coronel da PM passou de R$ 3.195 em novembro de 2025 para R$ 4.800 a partir de janeiro de 2026. Delegados da categoria especial tiveram ganhos acima de R$ 8 mil, com o subsídio subindo de R$ 30.542 para R$ 38.872.
A proposta também reajusta o auxílio-moradia da PM e dos bombeiros, com impacto de cerca de R$ 25,7 milhões. O governo propõe a extinção de 344 cargos vagos de médico e sociólogo no Ministério da Gestão e da Inovação para bancar o aumento.
Segundo o governo, o impacto orçamentário total é estimado em R$ 203,1 milhões para 2025 e R$ 3 bilhões para 2026, valor que se mantém para 2027. O texto segue para análise do Senado, onde poderá sofrer alterações.
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