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Crise silenciosa no PSD a seis meses das eleições

PSD enfrenta crise interna, sem palanques regionais e com pesquisas frias, sinalizando dificuldade de lançar candidatura própria a seis meses das eleições

O presidente do PSD, Gilberto Kassab. Foto: Cesar Bruneli / ACPS
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  • O PSD entra em fase decisiva, com seis meses para as eleições e sem rumo definido para uma candidatura nacional, além de sinais de enfraquecimento.
  • A saída de Gilberto Kassab da Secretaria de Relações Institucionais do governo de São Paulo surpreende aliados e encerra uma relação desgastada.
  • No âmbito nacional, o partido perdeu seu expoente competitivo, o governador Ratinho Junior, que desistiu da corrida presidencial; nomes como Ronaldo Caiado e Eduardo Leite aparecem em cenários menores.
  • O PSD também enfrenta ausência de palanques estaduais, com alianças divergentes: Eduardo Paes apoiará Lula no Rio, e em São Paulo o partido se projeta ao lado de Tarcísio de Freitas; Minas Gerais aproxima-se de propostas da extrema direita.
  • O diagnóstico interno aponta falta de coesão para transformar o capital político regional em um projeto presidencial único, dificultando a ideia de candidatura própria de Kassab diante de um quadrotn de terceira via sem espaço.

O PSD vive uma fase decisiva a seis meses das eleições, sem rumo claro para a candidatura nacional e com sinais de fragilidade em pesquisas. A desmobilização interna e a perda de aliados apontam para dificuldades de consolidar uma terceira via.

A saída de Gilberto Kassab da Secretaria de Relações Institucionais do governo de São Paulo ocorreu por mensagem de WhatsApp ao governador Tarcísio de Freitas, antes de reunião, surpreendendo aliados e encerrando uma relação já desgastada.

A debandada nacional inclui Ratinho Júnior, que deixou a disputa presidencial pelo PSD. O governador do Paraná tinha cerca de 7% em primeiras simulações, mas decidiu encerrar a pré-candidatura e concluir o mandato.

Ausência de palanques estaduais

Sem Ratinho, o PSD depende de nomes com desempenho menor. Em pesquisas, Ronaldo Caiado registra ~4% e Eduardo Leite ~3%. Lula oscila entre 37% e 39%, Flávio Bolsonaro entre 30% e 32%.

Além da falta de liderança, o partido não estruturou uma rede de apoio regional robusta. Líderes estaduais já sinalizam alinhamentos com rivais em estados estratégicos, o que fragiliza a viabilidade de um projeto presidencial próprio.

No Rio de Janeiro, o prefeito Eduardo Paes apoiará Lula. Em São Paulo, o PSD atua ao lado de Tarcísio, aliado de Flávio Bolsonaro. Em Minas Gerais, as articulações locais tendem a convergir para a direita.

Cenário interno e perspectivas

O diagnóstico é de que o PSD mantém quadros relevantes, mas carece de coesão para transformar esse capital em um projeto nacional único. Diretórios estaduais seguem caminhos distintos, com apoios que variam entre o governo Lula e candidaturas bolsonaristas.

Diante disso, Kassab sustenta a ideia de lançar um candidato próprio, mas a unidade interna está longe de se consolidar. Sem palanque sólido, o PSD avança rumo à definição de alianças com um cenário de terceira via cada vez mais incerto.

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