- O texto apresenta o conceito de “autoritarismo líquido”, formas de exceção dentro das rotinas democráticas.
- Usa o governo de Donald Trump como exemplo de medidas que restringem liberdades, limitam direitos de imigrantes e questionam o multilateralismo.
- Aponta que, nos Estados Unidos, há desumanização do inimigo e redução de proteção jurídica, afetando direitos humanos.
- Alerta para a ascensão de uma extrema-direita com potencial autoritário, comparando-a ao nazifascismo, mas com instrumentos mais sofisticados.
- Relaciona o tema ao Brasil, citando o bolsonarismo e o risco de retrocessos civilizatórios, chamando para vigília e análise dos mecanismos de autoritarismo.
O texto analisa formas contemporâneas de autoritarismo, chamadas de líquidas, que se inserem na rotina democrática sem abrir exceção explícita de governo. O autor acompanha a ideia de que o fenômeno não depende apenas de regimes de exceção tradicionais.
Segundo a análise, o autoritarismo atual se expressa por meio de medidas fragmentadas, em simulação de legalidade. O foco é entender como esse modelo dificulta a identificação e a resposta institucional aos abusos de poder.
A peça destaca que, sob esse prisma, a política externa e doméstica passam a incorporar ações que limitam liberdades, restringem direitos e deslegitimam o multilateralismo. O texto também cita a gestão de Donald Trump como exemplo.
O estudo argumenta que esse formato de autoritarismo envolve a desumanização do inimigo e a violação de proteções básicas, ainda que dentro de estruturas legais. A leitura sugere uma ascensão de uma direita autoritária com técnicas sofisticadas.
A partir de casos recentes, o material aponta enfraquecimento de organismos multilaterais, uso de conflito comercial e atos de força como instrumentos políticos cotidianos. A leitura faz relação com o cenário brasileiro e o papel das lideranças políticas.
A análise conclui que a história não avança em fases fixas; retrocessos são possíveis. O bolsonarismo volta a ganhar espaço político, com impactos na agenda civilizatória defendida pelo governo Lula.
Publicado na CartaCapital, edição n° 1406, em 01 de abril de 2026. A peça aparece na edição impressa com o título Lobo à espreita.
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