- O Paquistão, por meio do ministro das Relações Exteriores Ishaq Dar, afirma que há negociações indiretas entre Estados Unidos e Irã, com Islamabad atuando como mediador.
- Dar disse que as conversas ocorrem por meio de mensagens transmitidas pelo Paquistão, e que os EUA apresentaram 15 pontos em discussão com o Irã.
- Turquia e Egito, entre outros, também apoiam a iniciativa, segundo o chanceler paquistanês.
- Esta é a primeira confirmação oficial de que o Paquistão está envolvido como mediador no conflito, que começou há quase um mês.
- O Irã negou negociações diretas, mas admitiu que mensagens são trocadas por meio de “países amigos”; o país quer encerrar a guerra em suas próprias condições.
O Paquistão afirmou que atua como mediador em negociações indiretas entre os Estados Unidos e o Irã para buscar um fim ao conflito. O comunicado veio nesta quinta-feira 26, divulgado pelo ministro das Relações Exteriores, Ishaq Dar, que também é vice-primeiro-ministro. Islamabad atua como canal entre as partes.
Dar disse no X que as conversas são indiretas, com mensagens transmitidas pelo Paquistão. Também informou que os EUA apresentaram 15 pontos em discussão com Teerã. Turquia e Egito também apoiam a iniciativa, segundo o chanceler paquistanês.
Essa confirmação oficial marca o envolvimento do Paquistão pela primeira vez no mediador de uma questão que já dura quase um mês. Partes do Golfo manifestaram interesse em participar das negociações, enfatizando a importância regional.
Reação internacional e posição de Teerã
O Irã negou ter iniciado negociações diretas com Washington, mas admitiu a troca de mensagens por meio de países amigos. O chanceler iraniano, Abbas Araghchi, afirmou que o Irã não pretende negociar; prefere manter a resistência. A República Islâmica busca encerrar a guerra em seus termos.
O governo dos EUA não detalhou as propostas apresentadas, cuja divulgação foi limitada. A leitura de analistas aponta que o texto de Washington é o conjunto de primeiras sugestões oficiais desde o início do conflito, desencadeado por ataques de Israel e dos EUA ao Irã em 28 de fevereiro.
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