- O PL pretende ter pelo menos 12 palanques próprios para governos estaduais em 2026, ampliando a atuação de Flávio Bolsonaro; em 2022, o partido contava com apenas quatro palanques próprios.
- Flávio assume papel central na montagem dos palanques estaduais, com foco em candidaturas majoritárias em São Paulo, Minas Gerais e Rio de Janeiro, que juntos concentram cerca de quarenta por cento do eleitorado.
- Em São Paulo, há aliança com o governador Tarcísio de Freitas, e a sigla avalia a possibilidade de indicar o vice na chapa de Tarcísio, com André do Prado como nome potencial.
- No Paraná, a filiação de Sérgio Moro ao PL para concorrer ao governo surpreendeu o governador Ratinho Júnior, que ampliou a reorganização de sua base eleitoral local.
- Com aliados, o total de palanques pode chegar a vinte e quatro, fortalecendo o PL como legenda de direita, mas podendo tensionar alianças regionais com governadores de centro-direita.
Flávio Bolsonaro, senador pelo PL do Rio de Janeiro e pré-candidato à Presidência, trabalha para ampliar palanques estaduais em 2026. A estratégia fortalece a atuação do partido, com foco em candidaturas próprias e alianças regionais para sustentar a campanha presidencial.
Segundo a direção do PL, Valdemar Costa Neto, o objetivo é ter pelo menos 12 candidaturas próprias a governos estaduais neste ano, aumentando a presença do partido nas disputas locais. Em 2022, o PL teve quatro palanques próprios na reeleição de Jair Bolsonaro.
A aproximação de Flávio com o Centrão, aliada à base conservadora, sustenta a leitura de que o PL se posiciona como legenda de peso na direita. A atuação ocorre mesmo com o ex-presidente Jair Bolsonaro recebendo apoio em momentos estratégicos, incluindo participação em palanques.
Alianças devem levar Flávio Bolsonaro a 24 palanques estaduais
A soma de palanques comandidatos aliados pode chegar a 24, cobrindo grande parte do território nacional. A presença regional é vista como diferencial para a campanha presidencial, sobretudo em estados fora dos grandes centros.
Em São Paulo, o apoio mútuo já está fechado com o governador Tarcísio de Freitas, que busca a reeleição. Existe a possibilidade de emplacar o vice na chapa de Tarcísio, com André do Prado, presidente da Alesp, como opção.
Em Minas Gerais, o cenário permanece em aberto. O PL negocia palanque próprio no estado, com disputas entre Cleitinho Azevedo e Mateus Simões para liderança na chapa, enquanto Nikolas Ferreira atua como referência do grupo.
No Sul do país, o partido mira candidaturas próprias em Santa Catarina e no Rio Grande do Sul. Jorginho Mello, em Santa Catarina, busca a reeleição, e Luciano Zucco já manifestou interesse no Piratini.
Sem ex-presidente da República, PL adota pragmatismo político
Especialistas destacam que a atuação de Flávio representa uma transformação de movimento para projeto partidário mais estruturado. A prioridade por candidaturas próprias reduz dependência de apelos pessoais de Bolsonaro para mobilizar siglas e eleitorado.
Valorizando a capilaridade, o PL aposta em presença territorial para ampliar bancadas, sobretudo no Senado e na Câmara. A estratégia pode, no entanto, provocar tensão com aliados do centro-direita, que já obtinham vantagens com a liderança anterior de Jair Bolsonaro.
O analista aponta que a mudança pode atrair ceticismo de setores da direita que viram no movimento uma peça de mobilização popular. A nova dinâmica estimula que partidos como PSD, PP e União Brasil busquem espaço próprio e palanque dedicado.
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