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Juiz dos EUA critica como estranha a nova política de imprensa do Pentágono

Juiz dos EUA questiona a nova política de imprensa do Pentágono e não decide sobre o cumprimento da ordem anterior

Pete Hegseth, the US defense secretary, and Dan Caine, chair of the joint chiefs of staff, hold a press conference at the Pentagon in Washington DC, in 2025.
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  • O juiz federal Paul Friedman mostrou ceticismo em relação à nova política de imprensa do Pentágono, chamando alguns aspectos de “estranhos” e kafkianos.
  • Friedman derrubou pontos-chave da política anterior em 20 de março, mas não decidiu sobre a ordem para cumprir essa decisão em relação ao The New York Times.
  • O juiz destacou a forma como o espaço de imprensa é oferecido aos sete repórteres do Times, que tiveram seus crachês de acesso revogados após não aceitarem as novas regras.
  • A equipe jurídica do Times acusa o Pentágono de desrespeitar a ordem judicial ao fechar o Corredor de Correspondentes e ao exigir escolta para jornalistas dentro do prédio.
  • O governo afirma que as mudanças visam reduzir vazamentos de informações classificadas; o juiz pediu que o governo apresente, ainda hoje, fundamentos legais para a criação da nova política em resposta à decisão anterior.

O juiz federal Paul Friedman mostrou cutilante ceticismo em relação à nova política de imprensa do Pentágono, implementada na semana anterior. Ele chamou aspectos do protocolo de imprensa de estranhos e kafkianos, durante audiência no tribunal. O magistrado já havia derrubado partes importantes da política anterior em 20 de março.

O caso envolve, principalmente, sete jornalistas do New York Times que tiveram seus crachês de acesso à imprensa suspensos após rejeitarem as novas restrições. O Times acionou o governo federal, alegando violação de direitos, incluindo a primeira emenda, ao contestar a mudança. O tribunal ainda não obrigou a conformidade com uma ordem anterior.

A audiência ocorreu após o Times ter buscado manter acesso aos espaços de trabalho da imprensa no Pentágono, inclusive a retirada dos corredores de Correspondents e a exigência de escolta de funcionários da defesa para acompanhar jornalistas pelo prédio. Alegações indicam dificuldades de acesso à biblioteca e uso de espaços que deveriam estar disponíveis.

Questionamentos do juiz destacaram o potencial efeito de intimidação para quem faz perguntas a autoridades militares, com receio de que a simples solicitação de anonimato possa indicar divulgação de informações não autorizadas. Friedman pediu que o governo apresente, ainda hoje, um parecer sobre a base jurídica da nova política diante da ordem judicial.

O advogado do Times argumentou que a administração estaria desrespeitando a ordem judicial ao fechar espaços de imprensa e impor escoltas, além de tornar os crachês menos úteis. O governo afirmou que a política não proíbe perguntas, apenas restringe tentativas de obter informações após recusa de resposta.

O especialista consultado, o advogado Tim Parlatore, afirmou que a regra não impede questionamentos, mas impede pressões para obter informações não divulgadas. O objetivo é reduzir vazamentos de informações classificadas, segundo a defesa. O juiz solicitou um resumo jurídico do governo sobre a fundamentação da política em resposta à ordem anterior.

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