- Autoridades federais dos EUA prenderam a sobrinha e a bisneta do falecido comandante iraniano Qassem Soleimani, residentes em Los Angeles.
- Hamideh Soleimani Afshar e a filha estão sob custódia da Imigração e Controle de Alfândegas dos EUA (ICE) e aguardam remoção.
- O secretário de Estado, Marco Rubio, confirmou nas redes sociais que os dois estão “pendentes de remoção” dos EUA, após o início de hostilidades entre EUA e Israel contra o Irã.
- A liderança do governo dos EUA informou que a dupla teve o status de residente permanente legal (green card) revogado, com o marido dela impedido de entrar no país.
- A ação acompanha medidas similares contra outras pessoas ligadas a regimes que Washington classifica como inimigos, em meio a tensões decorrentes de ataques recentes.
O Departamento de Estado dos EUA informou que a sobrinha e a sobrinha-neta do falecido comandante iraniano Qassem Soleimani foram presas nos Estados Unidos. As duas mulheres, residentes permanentes, tiveram seus vistos legais revogados pela administração Trump. As autoridades não detalham o tempo exato da detenção, mas afirmam que o caso envolve restrições de imigração por ligações com o regime iraniano.
De acordo com o governo americano, Hamideh Soleimani Afshar e sua filha estão sob custódia da Imigração e Alfândega dos EUA, a ICE. O secretário de Estado, Marco Rubio, anunciou que elas permanecem na condição de remoção iminente do país. A medida acontece num contexto de tensões entre EUA e Irã.
Rubio informou ainda que o governo busca impedir que estrangeiros com ligações a regimes considerados hostis residam nos EUA. Segundo a autoridade, Soleimani Afshar supostamente celebrou ataques a soldados americanos e apoiou o IRGC, mantendo, segundo alegações, um estilo de vida luxuoso em Los Angeles.
Contexto e desdobramentos
As autoridades citam postagens em redes sociais para fundamentar as acusações. A ICE recebeu ordem de remover o casal, que inclui o marido da sobrinha-neta, que também está banido de entrada nos EUA. Em paralelo, o governo já havia tomado decisão semelhante contra Fatemeh Ardeshir-Larijani e seu marido, também com vínculos iranianos.
O caso de Soleimani, morto em 2020, ganhou relevância após altas autoridades iranianas prometerem retaliação. A imprensa destacou que o general chefiava a força Quds do IRGC e era figura central no aparato de segurança iraniano. A situação ocorre em meio a uma escalada de hostilidades entre os dois países.
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