- Os EUA confirmaram a vinda de JD Vance a Budapeste, dias antes das eleições, em tentativa de apoiar Viktor Orbán, que está atrás nas pesquisas.
- A Rússia também aparece envolvida, com agências de inteligência e redes de desinformação ligadas a Moscou tentando influenciar o pleito.
- Especialistas veem motivações distintas: os EUA, ideológicas e ligados ao partido Republicano; a Rússia, interesses estratégicos para manter Orbán como aliado na UE.
- Orbán enfrenta críticas na União Europeia e pela condução de relações com a Rússia e a Ucrânia; o ex-presidente Donald Trump já elogiou o premiê.
- Senadores dos EUA discutem sanções a autoridades húngaras caso continuem atrasando ajuda a Ucrânia ou dependendo de petróleo e gás russo.
O governo dos Estados Unidos confirmou que JD Vance, acompanhado da esposa, desembarcará em Budapeste nesta semana, dias antes das eleições na Hungria. A visita é vista como apoio a Viktor Orbán, que aparece atrás nas pesquisas. A Casa Branca não detalhou promessas, mas descreveu o passo como parte de agendas diplomáticas.
Ao mesmo tempo, surgem relatos de apoio não oficial à candidatura de Orbán vindos de Moscou. Agências de inteligência russas e redes de desinformação com vínculos à Rússia são apontadas como esforços para influenciar o pleito na Hungria. A imprensa internacional aponta um alinhamento estratégico entre EUA e Rússia em torno do tema.
A Hungria, país com cerca de 9,5 milhões de habitantes, realiza a eleição em um momento de tensão interna. Orbán, premiando vínculos com Washington e críticas a Bruxelas, tem enfrentado consequências de pressões sobre a democracia, liberdade de imprensa e corrupção, segundo avaliações de organizações independentes.
Especialistas destacam que o interesse dos EUA por Orbán está ligado a mudanças ideológicas dentro do Partido Republicano e à visão de que Orbán representa um front político conservador na Europa. Do outro lado, a Rússia busca manter influência estratégica na região.
Donald Trump já endossou Orbán publicamente, reforçando a percepção de apoio internacional ao premiê. Em contrapartida, críticas de senadores dos EUA questionam a legitimidade de visitas que possam favorecer o governo húngaro, especialmente diante de tensões com a Rússia e a Ucrânia.
Relatos de atividades de Moscou incluem discussões entre autoridades húngaras e russas sobre coordenação de estratégias e, segundo reportagens, propostas de ações para favorecer Orbán. Investigadores indicam que tais movimentos refletem objetivos diferentes para EUA e Rússia.
Analistas ressaltam que o cenário político na Hungria está marcado por atritos com a União Europeia, especialmente em temas de migração, direitos LGBTQ+ e financiamentos europeus. A eleição é vista como indicativo de réguas de poder na região.
Por ora, pesquisas apontam que o partido governista Fidesz, liderado por Orbán, encara a disputa com menor vantagem em comparação com adversários centrados, ampliando a expectativa de resultados abertos. A avaliação situa o pleito como relevante para a política regional.
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