- Um relatório confidencial não divulgado anteriormente concluiu que Michael Pezzullo foi “imprudente” e além dos limites da prática pública ao se envolver com Scott Briggs, um assessor influente do Liberal party.
- A investigação levou à demissão de Pezzullo do cargo de secretário do Departamento de Home Affairs em novembro de 2023, após confirmar violação do código de conduta em pelo menos quatorze ocasiões.
- O relatório, elaborado pela ex-comissária da função pública Lynelle Briggs, descreve o contato com Briggs ao longo de muitos anos e que a duração desse envolvimento sugere não ter sido apenas um deslize isolado.
- Entre as acusações, o documento aponta uso da relação com Briggs e de suas redes para influenciar nomeações ministeriais e decisões da máquina do governo, bem como um conflito de interesse ao conceder contrato à empresa de Briggs em 2021.
- O relatório também afirma que Pezzullo fez críticas a ministros e funcionários públicos de forma “gossip” e desrespeitosa, e que enviar mensagens sobre assuntos sensíveis violou confidencialidade ministerial, especialmente porque Briggs não possuía as devidas clearance de segurança.
Michael Pezzullo, ex-secretário do Dept. de Home Affairs, foi considerado “reckless” e além dos limites da prática de serviço público em relatório confidencial não divulgado. A avaliação aponta que ele teve envolvimento prolongado com um influenciador liberal, Scott Briggs, para promover interesses políticos.
A apuração independente, já conhecida parcialmente, resultou na demissão de Pezzullo em novembro de 2023. O relatório conclui que o comportamento violou o código de conduta do governo em pelo menos 14 ocasiões, inclusive para benefício pessoal.
A revisão foi conduzida pela ex-comissária da administração pública Lynelle Briggs. A análise não envolve condenação de Briggs, o aliado liberal, segundo o documento. Rex Patrick, ex-senador, obteve o relatório por meio de FOIA após batalha de dois anos.
O relatório descreve contatos entre Pezzullo e Briggs ao longo de anos, com o objetivo de influenciar processos ministeriais. A duração da relação levou os investigadores a descartar a possibilidade de um simples deslize isolado.
Foi apontado que Pezzullo procurou influenciar nomeações ministeriais para atender a interesses pessoais. Além disso, reconheceu ter utilizado a ligação com Briggs e com redes de Briggs a dois primeiros-ministros para tratar de governo e nomeações.
O documento também sustenta que Pezzullo não avaliou adequadamente conflito de interesses ao conceder contrato à empresa de Briggs, a DPG Advisory, em 2021. O relatório aponta ainda que Pezzullo fez avaliações depreciativas sobre ministros e servidores, em tom de boatos.
Enviando mensagens a Briggs sobre assuntos sensíveis de governo, Pezzullo violou confidencialidade ministerial em várias ocasiões, aponta o relatório. A ausência de clearances de segurança para Briggs agravou a violação, segundo o texto.
As declarações de Rex Patrick ressaltam que secretários de departamento possuem considerável poder e influência. Ele enfatiza que a transparência é essencial para a confiança pública e para que a apuração seja compreendida pela sociedade.
A matéria também aborda revelações da Age e da 60 Minutes sobre as mensagens, em plataformas como Signal e WhatsApp, entre Pezzullo e Briggs, que não tem relação com Lynelle Briggs. O relatório descreve o conjunto de ações como prejudiciais à integridade da chefia de gabinete.
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