- Um grupo de 36 legisladores, liderado pela senadora Elizabeth Warren, pediu investigação do Departamento de Segurança Nacional sobre o “online detainee locator system” (ODLS) da Imigração e Alfândega (ICE), alegando falhas desde janeiro de 2025.
- O ODLS foi criado em 2010 para permitir que familiares, advogados e veículos de imprensa acompanhem a localização de imigrantes detidos, mas parlamentares dizem que o sistema está cada vez menos confiável.
- A carta ao escritório do inspetor geral do DHS sustenta que, sem um localizador funcionando, o DHS estaria gerando “desaparecimentos” no território americano e solicita apuração.
- O caso de Any Lopez Belloza, estudante de 19 anos, é citado como exemplo de falha do ODLS: após a prisão, a família não foi informada de sua transferência para o Texas, e ela acabou deportada para Honduras.
- Os legisladores destacam que mais de setenta mil pessoas estão detidas pelo ICE e pedem uma avaliação do ODLS, incluindo se ele mostra a localização de detidos em instalações não tradicionais, como bases militares ou centros de detenção privados.
O grupo de 36 legislators acusa o Departamento de Segurança Interna (DHS) de criar desaparecimentos em solo americano, por meio de um sistema online de localização de detidos considerado cada vez menos confiável. A queixa foi encaminhada ao Escritório do Inspetor Geral do DHS e encaminhada ao Guardian para divulgação.
A carta, liderada pela senadora Elizabeth Warren e assinada por Ben Ray Luján e representantes Veronica Escobar e Lauren Underwood, solicita abertura de investigação sobre o sistema ODLS, usado para rastrear detidos pela Immigration and Customs Enforcement (ICE). Segundo o texto, desde janeiro de 2025 o sistema falha com frequência.
De acordo com o documento, sem um locator funcional, o DHS estaria, na prática, permitindo desaparecimentos de imigrantes sob custódia. O pedido é para que o OIG avalie falhas, atualizações pendentes e impactos sobre famílias, advogados e imprensa que acompanham os casos.
Contexto e impactos da falha no ODLS
O ODLS foi criado em 2010 para que familiares e advogados acompanhem a localização de detidos. Antes, os registros eram atualizados em até oito horas após a chegada do detido. Desde o governo anterior, têm chegado relatos de falhas recorrentes no sistema.
Casos e pressões políticas
Entre os casos que motivaram as críticas, está a de Any Lopez Belloza, de 19 anos, estudante universitária de Massachusetts. Ao tentar embarcar para Massachusetts, ela foi presa e deportada para Honduras, com a localização não refletida no ODLS. Registros judiciais apontam que a deportação poderia ter sido evitada se o ODLS estivesse atualizado.
Advogados e famílias afirmam que a expulsão ocorreu enquanto a família procurava assistência legal, que enfrentou dificuldades para localizar a detida por falhas no ODLS. A ICE disse que houve falha administrativa, classificando o episódio como erro.
Contexto institucional
Os legisladores destacam que o sistema é alimentado por uma rede de instalações que varia de grandes presídios a bases militares e centros de detenção privados, com frequentes transferências. Estima-se que mais de 70 mil pessoas estejam atualmente detidas pela ICE, o que contribui para a complexidade de atualização do ODLS.
Mudanças recentes e opacidade
Relatos de mudanças sob a administração anterior elevam a opacidade da detenção relacionada a imigrantes, incluindo o uso de locais não tradicionais de detenção. Os representantes ressaltam que mudanças no relato de dados de detenção aos ODLS dificultam o monitoramento externo.
Solicitação ao DHS OIG
Os legisladores pedem que o OIG avalie a extensão do problema, perguntas sobre a localização de detidos em instalações não convencionais e se o ODLS registra detidos em áreas como Guantánamo. O objetivo é entender lacunas de relatório e seus efeitos sobre detidos e familiares.
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