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Peru realiza eleição no domingo com recorde de 35 candidaturas presidenciais

Peru vai às urnas com recorde de 35 candidatos, em meio a uma década de instabilidade política e escalada da criminalidade

Parte dos candidatos à presidência do Peru em debate no último dia 31 de março; o país vai às urnas neste domingo – foto: Connie France/AFP
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  • No próximo domingo, 12, os peruanos vão às urnas escolher o presidente entre 35 candidatos, recorde histórico para o país.
  • O Peru tem 34 milhões de habitantes e voto obrigatório; o pleito também definirá deputados e senadores pela primeira vez desde 1990, com o Congresso unicameral ainda em disputa.
  • A candidatura da direita lidera as pesquisas, com Keiko Fujimori em primeiro lugar (cerca de 15%), seguida por Carlos Álvarez e Rafael López Aliaga.
  • A população está preocupada com a escalada da violência e o crime organizado, mesmo com inflação sob controle e exportações minerais em crescimento.
  • Histórica instabilidade política, com oito presidentes em á última década, ajudou a reduzir a confiança no governo e no Parlamento, segundo pesquisas regionais.

O Peru vai às urnas no próximo domingo para escolher um novo presidente entre 35 candidatos, recorde na história recente. A votação ocorre em um contexto de instabilidade política e de combate ao crime organizado.

O país, com cerca de 34 milhões de habitantes e voto obrigatório, enfrenta uma crise de confiança na classe política. Oito governantes passaram pela presidência na última década, e o Congresso unicameral será substituído por deputados e senadores eleitos pela primeira vez desde 1990.

A insegurança é a principal preocupação dos eleitores. A Polícia registra alta notória de crimes, com homicídios chegando a 2.600 em 2025 e denúncias de extorsão acima de 26 mil no mesmo período.

Além do temor pela criminalidade, cresce o cansaço com a política. Pesquisas indicam baixos níveis de confiança no governo e no Parlamento, fatores que ajudam a explicar o grande número de candidaturas.

Candidaturas de direita

Keiko Fujimori lidera a corrida com cerca de 15% das intenções de voto, segundo pesquisa recente. A disputa pelo segundo turno fica entre o comediante Carlos Álvarez, em torno de 8%, e o ex-prefeito de Lima Rafael López Aliaga, com 7%.

Fujimori propõe reinstaurar juízes sem rosto para crimes graves, uma política associada aos anos 1990. López Aliaga defende remoção de criminosos para prisões na Amazônia e Álvarez defende pena de morte para pistoleiros.

Os três candidatos defendem retirar o Peru da jurisdição da Corte Interamericana de Direitos Humanos, criticando a proteção de criminosos segundo eles. Pluralidade de propostas marca o espectro de direita.

Cenário eleitoral e contexto

Se houver segundo turno entre dois candidatos de direita, o Peru pode ampliar o bloco conservador que emerge na região, com apoio norte-americano. Ainda há 16% de eleitores indecisos e 11% pretendem votar em branco ou nulo, conforme a mesma pesquisa.

Entre outros nomes em disputa, aparecem o centrista ex-prefeito Ricardo Belmont e candidatos de esquerda como Roberto Sánchez, Alfonso López Chau e Jorge Nieto, com percentuais variando entre 4% e 6%.

O atual presidente interino, José María Balcázar, não pode concorrer. A eleição recebe atenção pela possibilidade de mudança no equilíbrio político e pela continuidade ou ruptura de políticas públicas frente à violência e à economia estável, com inflação controlada e exportações minerais em ascensão.

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