- No próximo domingo, 12, os peruanos vão às urnas escolher o presidente entre 35 candidatos, recorde histórico para o país.
- O Peru tem 34 milhões de habitantes e voto obrigatório; o pleito também definirá deputados e senadores pela primeira vez desde 1990, com o Congresso unicameral ainda em disputa.
- A candidatura da direita lidera as pesquisas, com Keiko Fujimori em primeiro lugar (cerca de 15%), seguida por Carlos Álvarez e Rafael López Aliaga.
- A população está preocupada com a escalada da violência e o crime organizado, mesmo com inflação sob controle e exportações minerais em crescimento.
- Histórica instabilidade política, com oito presidentes em á última década, ajudou a reduzir a confiança no governo e no Parlamento, segundo pesquisas regionais.
O Peru vai às urnas no próximo domingo para escolher um novo presidente entre 35 candidatos, recorde na história recente. A votação ocorre em um contexto de instabilidade política e de combate ao crime organizado.
O país, com cerca de 34 milhões de habitantes e voto obrigatório, enfrenta uma crise de confiança na classe política. Oito governantes passaram pela presidência na última década, e o Congresso unicameral será substituído por deputados e senadores eleitos pela primeira vez desde 1990.
A insegurança é a principal preocupação dos eleitores. A Polícia registra alta notória de crimes, com homicídios chegando a 2.600 em 2025 e denúncias de extorsão acima de 26 mil no mesmo período.
Além do temor pela criminalidade, cresce o cansaço com a política. Pesquisas indicam baixos níveis de confiança no governo e no Parlamento, fatores que ajudam a explicar o grande número de candidaturas.
Candidaturas de direita
Keiko Fujimori lidera a corrida com cerca de 15% das intenções de voto, segundo pesquisa recente. A disputa pelo segundo turno fica entre o comediante Carlos Álvarez, em torno de 8%, e o ex-prefeito de Lima Rafael López Aliaga, com 7%.
Fujimori propõe reinstaurar juízes sem rosto para crimes graves, uma política associada aos anos 1990. López Aliaga defende remoção de criminosos para prisões na Amazônia e Álvarez defende pena de morte para pistoleiros.
Os três candidatos defendem retirar o Peru da jurisdição da Corte Interamericana de Direitos Humanos, criticando a proteção de criminosos segundo eles. Pluralidade de propostas marca o espectro de direita.
Cenário eleitoral e contexto
Se houver segundo turno entre dois candidatos de direita, o Peru pode ampliar o bloco conservador que emerge na região, com apoio norte-americano. Ainda há 16% de eleitores indecisos e 11% pretendem votar em branco ou nulo, conforme a mesma pesquisa.
Entre outros nomes em disputa, aparecem o centrista ex-prefeito Ricardo Belmont e candidatos de esquerda como Roberto Sánchez, Alfonso López Chau e Jorge Nieto, com percentuais variando entre 4% e 6%.
O atual presidente interino, José María Balcázar, não pode concorrer. A eleição recebe atenção pela possibilidade de mudança no equilíbrio político e pela continuidade ou ruptura de políticas públicas frente à violência e à economia estável, com inflação controlada e exportações minerais em ascensão.
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