- A Polícia Metropolitana de Londres, também chamada Met, está em conversas com a Palantir para possivelmente comprar tecnologia de IA da empresa para automatizar a análise de inteligência em investigações criminais.
- A Palantir já tem relação com a Agência de imigração dos EUA (ICE) e com o exército de Israel, e mostrou seus sistemas a oficiais seniores da divisão de inteligência da Met no mês passado.
- Há preocupações internas sobre permitir que uma empresa dos EUA processe dados sensíveis de crimes e informações pessoais de vítimas.
- Os contratos da Palantir com o NHS, o Ministério da Defesa e outros organismos já somam mais de £ 500 milhões, gerando escrutínio público e político.
- A Met não confirmou nem negou as negociações; a Palantir também não comentou.
A Polícia Metropolitana de Londres confirmou que manteve conversas com a Palantir, empresa americana de tecnologia de vigilância. O objetivo é avaliar a aquisição de tecnologia de IA para automatizar análises de inteligência em investigações criminais. As negociações foram divulgadas pelo The Guardian.
A iniciativa envolve a demonstração de sistemas da Palantir a oficiais seniores da divisão de inteligência da Met. A ideia é que IA possa aumentar a produtividade no processamento de dados de investigações, especialmente em cenários de emergência. A empresa já forneceria IA experimental a Scotland Yard.
Fontes próximas afirmam que a Met está avaliando impactos de trazer uma grande contratada americana para lidar com dados sensíveis de crimes, incluindo informações de vítimas. O tema inclui preocupações sobre privacidade e segurança de dados.
Preocupações internas
Alguns integrantes da inteligência da Met defendem cautela quanto ao uso de dados altamente sensíveis por uma empresa externa. Também há dúvidas sobre a viabilidade econômica de um contrato potencialmente multimilionário.
A Palantir já presta serviços na Inglaterra, com uso em forças menores e em projetos com o MoD. Avalia-se, porém, se a extensão para a Met representaria mudança significativa na gestão de dados de uma polícia com 46 mil membros.
Perímetros regulatórios e supervisão pública tornam o cenário técnico relevante para o Governo, que discute estratégias para ampliar o uso de IA na polícia. Um eventual acordo dependeria de avaliação de riscos, salvaguardas e conformidade com leis de proteção de dados.
A Met não confirmou nem negou as conversas com a Palantir. A Palantir também não comentou o assunto. A situação ocorre em meio a escrutínio público sobre contratos da empresa com o NHS e outras entidades governamentais.
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