- A crise econômica que se aprofundou desde 2025 acelerou o desgaste de Putin, com a aprovação do presidente caindo para 65,5% em 24 de abril, ante mais de 74% em fevereiro.
- Outra agência ligada ao Kremlin mostrou aprovação de 73%, apenas alguns pontos acima do mínimo observado no início da guerra.
- Um centro de pesquisas independente aponta aprovação em 79%, mas com queda de seis pontos neste ano, e a percepção de que a direção do país está piorando também recuou.
- A economia russa segue sustentada pela demanda militar, mas a indústria civil enfrenta crise desde 2025, com inflação citada como principal problema pelos entrevistados.
- As autoridades temem que o descontentamento se intensifique e ampliem as tentativas de controle, inclusive sobre a internet, enquanto críticas aparecem no território público.
O desgaste do apoio a Vladimir Putin ganha destaque na última leva de pesquisas, conforme o deterioro da economia russa desde 2025. A força do aval ao presidente não acompanha o crescimento de outros indicadores públicos, mantendo-se elevado, mas em queda.
Segundo dados de institutos ligados ao governo, a popularidade caiu nos últimos dois meses. A agência estatal VTSIOM apontou 65,5% de aprovação em 24 de abril, frente a mais de 74% em fevereiro. A variação é interpretada como sinal de cansaço econômico.
Economia sob pressão
Outra sondagem vinculada ao Kremlin, a FOM, mostrou 73% de aprovação, apenas dois pontos acima do mínimo da guerra, registrado nos primeiros dias da invasão. Em tempos anteriores, a aprovação subiu quando a narrativa econômica era favorável.
Institutos independentes também registram queda, mas com números diferentes. Levada aponta 79% de aprovação, porém com queda de seis pontos desde o início do ano, indicando tendência de recuperação de descontentamento. Pesquisas mostram queda na percepção de que o país vai na direção certa.
A crise econômica, segundo analistas, é o motor do desgaste, não apenas o conflito. Denís Volkov, da Levada, destaca inflação como principal problema, com impactos na renda e no consumo. O tema ganha relevância em um cenário de controles e bloqueios de internet para consolidar apoio estatal.
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