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Justiça israelense prorroga seis dias a detenção sem acusações do espanhol

Justiça israelense prorroga por seis dias a detenção de Saif Abukeshet e Thiago Ávila, sem acusações, para continuidade da investigação

Saif Abukeshek, este martes, en su vista en el tribunal de Ashkelon (Israel).
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  • O tribunal de Ashkelon prorrogou em seis dias a detenção do espanhol Saif Abukeshet e do brasileiro Thiago Ávila, integrantes da flotilha, sem acusação formal até o momento.
  • A extensão foi pedida pelos serviços secretos israelenses (Shin Bet) para continuar a investigação sobre cinco crimes atribuídos aos dois suspeitos.
  • Eles estavam detidos desde a captura em águas internacionais, na quinta-feira anterior, e compareceram ao juiz separadamente, em situação de prisão por motivos de segurança nacional.
  • Representantes consulares de Espanha, Suécia e Brasil acompanharam a audiência; a defesa pediu a imediata liberdade, alegando ilegalidade da captura e que os suspeitos eram estrangeiros a caminho de Grécia.
  • A defesa também questionou as condições de cárcere, enquanto a investigação persiste e o caso envolve a organização Global Sumud Flotilla, ligada a ações humanitárias em Gaza.

O tribunal de Ashkelon prorrogou por seis dias a detenção de Saif Abukeshet, espanhol, e Thiago Ávila, brasileiro, detidos desde a última quinta-feira em águas internacionais. Eles permanecem sem cargos formais. A extensão acompanha pedido dos serviços de inteligência Shin Bet.

Abukeshet e Ávila estão em greve de fome, bebendo apenas água, e compareceram diante do juiz separadamente nesta terça. Suspeitos devem responder a cinco acusações, ligadas a apoio ao inimigo e a organização terrorista, entre outras.

A defesa pediu a imediata libertação, alegando prisão ilegal a 1.000 quilômetros de Israel, em águas internacionais. Argumenta que as atividades são públicas e que não há base para novas medidas de privação de liberdade.

Detalhes do caso

Representantes consulares de Espanha, Suécia e Brasil acompanharam a audiência. Embora não imputados administrativamente, os dois são investigados por tribunal civil por crimes graves com potencial de pena alta. A defesa sustenta que o foco dos interrogatórios não sustenta acusações de terrorismo.

A advogada de defesa, Hadeel Abu Salih, da ONG Adalah, pediu libertação imediata, destacando natureza internacional dos envolvidos. Ela também questionou a atuação do Shin Bet, sugerindo que as informações não foram devidamente compartilhadas com a defesa.

O juiz manteve a decisão de ampliar a detenção por seis dias, argumentando necessidade de continuidade da investigação. Segundo a autoridade, há material que sustenta as suspeitas, e a liberação poderia prejudicar o andamento do inquérito.

Ao fim da audiência, Abu Salih informou que a Adalah recorrerá da decisão. Ela disse que a atuação busca criminalizar solidariedade à causa palestina e o esforço de romper o bloqueio a Gaza.

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