- Lula orientou o ministro das Relações Institucionais, José Guimarães, e o líder do governo no Congresso, Randolfe Rodrigues, a manter as pontes com o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, sem esticar a corda neste momento.
- A reunião no Palácio do Planalto ocorreu na tarde desta segunda-feira para debater a articulação política após uma semana de derrotas para o governo.
- O Planalto já esperava a derrubada do veto sobre a dosimetria, mas ficou surpreso com a rejeição da indicação de Jorge Messias ao Supremo Tribunal Federal.
- Lula sinalizou que não pretende retaliar Alcolumbre, afirmando que retaliações poderiam atrasar pautas prioritárias, como a jornada de trabalho 6×1 e a reforma da segurança pública.
- Ficou acordado que Jacques Wagner permanece na liderança do governo no Senado; o episódio pode trazer desdobramentos políticos, incluindo possível leitura eleitoreira do “caso Master” e impactos entre evangélicos.
O presidente Lula orientou o ministro das Relações Institucionais, José Guimarães, e o líder do governo no Congresso, Randolfe Rodrigues, a manter as pontes com o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, sem esticar a corda neste momento. A instrução foi dada em reunião no Palácio do Planalto, nesta segunda-feira.
Segundo interlocutores, Lula fez um balanço da semana, marcada por derrotas do governo. A derrubada do veto sobre a dosimetria era esperada, mas a rejeição da indicação de Jorge Messias ao STF surpreendeu o Planalto.
Apesar da pressão interna, o presidente indicou que não haverá retaliação a Alcolumbre. A avaliação é evitar travar pautas prioritárias no Senado, como a jornada de trabalho 6×1 e a PEC da segurança pública.
Também ficou definido que Jacques Wagner continuará na liderança do governo no Senado, mesmo com críticas internas. Aliados destacam que o episódio terá desdobramentos políticos no curto prazo.
Desdobramentos
A rejeição ao indicado religioso ao STF pode ser utilizada na campanha eleitoral como sinal a eleitores evangélicos, segundo interlocutores. Governistas citam ainda o chamado caso Master, ligado a um aliado de Alcolumbre envolvido em acordo bancário, como potencial lombada para a agenda do Senado.
A expectativa é manter a articulação estável para não atrapalhar votações relevantes. A estratégia é preservar o funcionamento institucional, evitando rupturas que comprometam a pauta governista no Congresso.
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