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Lula orienta aliados no Congresso a não esticar com Alcolumbre

Presidente orienta manter relação institucional com Davi Alcolumbre, evitar retaliação e adotar tom combativo na campanha, após derrota no Congresso

O presidente brasileiro Luiz Inácio Lula da Silva e o presidente do Senado Davi Alcolumbre — Foto: MATEUS BONOMI/AGIF - AGÊNCIA DE FOTOGRAFIA/ESTADÃO CONTEÚDO
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  • Lula orientou o ministro das Relações Institucionais, José Guimarães, e o líder do governo no Congresso, Randolfe Rodrigues, a manter as pontes com o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, sem esticar a corda neste momento.
  • A reunião no Palácio do Planalto ocorreu na tarde desta segunda-feira para debater a articulação política após uma semana de derrotas para o governo.
  • O Planalto já esperava a derrubada do veto sobre a dosimetria, mas ficou surpreso com a rejeição da indicação de Jorge Messias ao Supremo Tribunal Federal.
  • Lula sinalizou que não pretende retaliar Alcolumbre, afirmando que retaliações poderiam atrasar pautas prioritárias, como a jornada de trabalho 6×1 e a reforma da segurança pública.
  • Ficou acordado que Jacques Wagner permanece na liderança do governo no Senado; o episódio pode trazer desdobramentos políticos, incluindo possível leitura eleitoreira do “caso Master” e impactos entre evangélicos.

O presidente Lula orientou o ministro das Relações Institucionais, José Guimarães, e o líder do governo no Congresso, Randolfe Rodrigues, a manter as pontes com o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, sem esticar a corda neste momento. A instrução foi dada em reunião no Palácio do Planalto, nesta segunda-feira.

Segundo interlocutores, Lula fez um balanço da semana, marcada por derrotas do governo. A derrubada do veto sobre a dosimetria era esperada, mas a rejeição da indicação de Jorge Messias ao STF surpreendeu o Planalto.

Apesar da pressão interna, o presidente indicou que não haverá retaliação a Alcolumbre. A avaliação é evitar travar pautas prioritárias no Senado, como a jornada de trabalho 6×1 e a PEC da segurança pública.

Também ficou definido que Jacques Wagner continuará na liderança do governo no Senado, mesmo com críticas internas. Aliados destacam que o episódio terá desdobramentos políticos no curto prazo.

Desdobramentos

A rejeição ao indicado religioso ao STF pode ser utilizada na campanha eleitoral como sinal a eleitores evangélicos, segundo interlocutores. Governistas citam ainda o chamado caso Master, ligado a um aliado de Alcolumbre envolvido em acordo bancário, como potencial lombada para a agenda do Senado.

A expectativa é manter a articulação estável para não atrapalhar votações relevantes. A estratégia é preservar o funcionamento institucional, evitando rupturas que comprometam a pauta governista no Congresso.

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