- O chefe de Gabinete Manuel Adorni negou enriquecimento ilícito, enquanto avançam as investigações sobre o caso.
- Um fornecedor declarou ter sido pago em cash 245.000 dólares por reformas em uma das propriedades de Adorni adquiridas desde que é funcionário público.
- A casa fica no Indio Cuá, em Exaltación de la Cruz, comprada em 2024 por 120.000 dólares, com 100.000 dólares financiados por dois policiais.
- Também há apuração sobre gastos irregulares da empresa Nucleoeléctrica Argentina, incluindo hotéis cinco estrelas, serviços de praia, peluquerias, bares, lojas duty free e mais de 500 adiantamentos em dinheiro.
- A denúncia foi apresentada pelo deputado oposicionista Esteban Paulón, envolvendo funcionários da Nucleoeléctrica, o ministro da Economia Luis Caputo e Demian Reidel.
Manuel Adorni, chefe de gabinete do governo de Milei, voltou a negar enriquecimento ilícito em entrevista coletiva nesta segunda-feira. A defesa ocorre enquanto avança a investigação judicial sobre suas finanças. Um fornecedor afirmou que lhe pagou 245 mil dólares em dinheiro por reformar imóveis do político.
A revelação ocorre pouco após números serem apresentados em tribunais sobre gastos de Adorni. A acusação envolve três anos de compras e serviços vinculados a imóveis e obras realizadas pela família do dirigente. Os advogados do gabinete afirmam que as transações serão apuradas pela justiça.
Entre os fatos levantados na investigação, figura a compra de pelo menos duas propriedades pelo chefe de gabinete desde que assumiu o cargo público. Estima-se que o total de dívidas associadas tenha chegado a centenas de milhares de dólares.
Conforme dados apresentados, a casa reformada fica no bairro Indio Cuá, na região de Exaltación de la Cruz. O imóvel foi adquirido em 2024 por 120 mil dólares, com 100 mil financiados por empréstimo com escritura associada a dois policiais.
Na esfera pública, o caso de Adorni se soma a uma sequência de denúncias de corrupção envolvendo o governo de Milei. Entre os desdobramentos estão investigações sobre a diretoria da Receita Federal, contratos com bancos públicos e rumores de benefícios a aliados.
Paralelamente, surgem novas informações sobre a empresa Nuclear Argentina (Nucleoeléctrica). Um relatório apresentado à Câmara aponta gastos com cartões corporativos no exterior, com séries de compras em hotéis, restaurantes, lojas duty free e serviços de praia.
As despesas da Nucleoeléctrica somam cerca de 443 milhões de pesos entre março de 2025 e fevereiro de 2026, envolvendo mais de 500 saques em dinheiro. Os gastos ocorreram em mais de 20 países e incluem serviços de lazer e compras de alto valor.
Diante das evidências, um deputado de oposição protocolou denúncia para apurar possível malversação de recursos públicos na gestão da Nucleoeléctrica. A ação envolve Adorni, o ministro da Economia e Demian Reidel, ex-presidente da empresa.
Reidel, afastado do cargo em fevereiro, é próximo de Milei e ocupava posição-chave na gestão da empresa. O caso se soma a outros episódios de escrutínio sobre a administração do governo, que já envolve investigações sobre contratos públicos e transparência de veículos oficiais.
A imprensa acompanha as narrativas oficiais em meio a um cenário de controvérsia política. A Casa Rosada reabriu o acesso à imprensa após período de restrições, com controle de circulação para coberturas oficiais. As informações seguem em apuração pelos tribunais.
Este é mais um capítulo da série de denúncias de corrupção associadas ao governo ultra, que impacta a popularidade do ministro-chefe e expõe divergências entre aliados e opositores. A justiça continua a coletar provas para esclarecer as operações citadas.
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