- Após a derrota de Messias, o governo acelerou pagamentos de emendas, liberando R$ 2,4 bi nesta semana, totalizando quase R$ 3 bilhões até quinta-feira (7).
- A maior parte das liberações ocorreu na quarta-feira (6), com a Câmara aprovando a Política Nacional de Minerais Críticos e Estratégicos e um fundo garantidor de R$ 5 bilhões para incentivar processamento de minérios.
- A maior parte das emendas pagas são de natureza obrigatória ainda no primeiro semestre de 2026, conforme calendário da Lei de Diretrizes Orçamentárias, com 65% das emendas individuais e de bancada previstas para serem pagas.
- A previsão é de que o governo pague R$ 17,3 bilhões no primeiro semestre, sendo R$ 13,3 bilhões em emendas individuais e R$ 4 bilhões em emendas de bancada; houve ainda R$ 70 milhões em outras 241 emendas fora do calendário, beneficiando 17 partidos, entre eles o PT com R$ 9,6 milhões.
- Mesmo com o empenho de R$ 12 bilhões em emendas antes da votação de Messias, o senador foi rejeitado, com 34 votos favoráveis e 42 contrários.
Após derrota de Messias, governo acelera pagamento de emendas. Nesta semana, o governo federal quitou 2,4 bilhões em emendas parlamentares. A medida ocorre no contexto da rejeição da indicação para o STF.
Ao todo, já foram pagos quase 3 bilhões em emendas, conforme o Siop, do Ministério do Planejamento. O montante representa cerca de 17% do que ainda estava previsto para o semestre.
Pagamentos e distribuição principal
A maior parte da liberação ocorreu na quarta-feira, 6, com a aprovação na Câmara da Política Nacional de Minerais Críticos e Estratégicos. O projeto inclui um fundo garantidor e crédito tributário de 5 bilhões para incentivar o processamento de minérios.
Do total liberado, 99,5% correspondem a emendas individuais, vinculadas ao parlamentar responsável pelo gasto. Cerca de 2,9 bilhões foram para indicações de deputados federais ligadas ao tema das terras raras.
Senadores receberam 107 milhões em emendas, enquanto emendas de bancada somaram cerca de 8 milhões e emendas de comissão, que dependem de liberação do Planalto, totalizaram 6 milhões.
Pagamentos fora do calendário semestral
Outras 241 emendas ainda foram pagas, no total de 70 milhões, fora do calendário semestral. Entre os beneficiados, 17 partidos foram contemplados, com destaque para o PT, que recebeu 9,6 milhões.
Disparidades regionais
Mesmo com a justificativa de uso para melhoria social, a distribuição de recursos segue desigual. O Rio de Janeiro recebeu volume acima do esperado, enquanto Sergipe ficou com recurso muito abaixo.
Emendas e o cenário político
Antes da votação da indicação de Messias, o governo já havia empenhado 12 bilhões em emendas, visando ampliar as perspectivas de apoio. Entretanto, a rejeição de Messias ocorreu com 34 votos favoráveis e 42 contrários, marcando a primeira derrota desse tipo em 132 anos.
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