- Trump anunciou, em Truth, um alto el fogo de três dias entre Rússia e Ucrânia para 9, 10 e 11 de maio, ligado à celebração do Dia da Vitória na Rússia.
- O acordo prevê a suspensão de atividades militares e a troca de 1.000 prisioneiros de cada país.
- Trump disse que o pacto foi aceito por Vladimir Putin e Volodimir Zelenski, alegando ter recebido uma solicitação direta dele.
- Zelenski publicou decreto insinuando que Washington pediu para não atacar; afirma que a Plaza Roja ficará fora do plano de uso de armamento ucraniano.
- Putin comandará o desfile do Dia da Vitória; as autoridades russas aumentaram a segurança; a ONU estima ao menos 70 civis mortos em maio.
Donald Trump anunciou, nesta sexta, em Truth, uma moratória de três dias entre Rússia e Ucrânia, nos dias 9, 10 e 11 de maio. O cessar-fogo seria global, com suspensão de ações militares e troca de mil prisioneiros de cada país. A proposta teria como marco a celebração do Dia da Vitória na Rússia e também afetaria a Ucrânia, segundo o ex-presidente dos EUA.
Segundo Trump, o acordo surgiu a partir de uma solicitação direta dele e contou com a aceitação de Vladimir Putin e de Volodymyr Zelenskiy. O ex-ocupante da Casa Branca diz que a medida pode sinalizar o início do fim do conflito, considerado o maior desde a Segunda Guerra Mundial. As negociações para pôr fim ao conflito, afirma, seguem em andamento.
Zelenskiy publicou um decreto irônico na prática, insinuando pressões de Washington para não atacar. O documento sugere que o Dia da Vitória em Moscou poderia ser celebrado com restrições ao uso de armamento ucraniano. As coordenadas do paradeiro de Putin teriam sido indicadas na ordem.
Contexto Internacional e Reações
Não está claro como Trump manteve contato com Putin ou quais conversas resultaram no acordo alegado. A última ligação entre os dois líderes ocorreu no fim de abril, em torno de questões envolvendo Irã. Em relação a Zelenskiy, a última conversa com o americano foi em dezembro.
Putin deverá presidir o desfile do Dia da Vitória na Praça Vermelha neste sábado. Autoridades russas aumentaram as medidas de segurança por receio de ataques ucranianos. A marcha militar não contará com veículos, pela primeira vez desde 2007, e o FSB interromperá o uso de internet móvel na região durante o dia.
O Ministério das Relações Exteriores russo pediu que missões ocidentais deixem Kiev, ante a possibilidade de retaliações caso Kiev sabote o desfile. A pressão internacional pelo cessar-fogo ocorre em meio a relatos de bombardeios que, segundo a ONU, deixaram dezenas de civis mortos em maio.
A situação acontece após tentativas de trégua unilateral de Moscou e de Kiev, que não chegaram a prosperar. Em semanas anteriores, Moscou e Kiev anunciaram cessar-fogo para datas distintas sem cumprir plenamente os acordos.
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