- Vladimir Putin afirmou que a guerra na Ucrânia está chegando ao fim e disse estar aberto a negociar novas garantias de segurança para a Europa, com o ex-primeiro ministro alemão Gerhard Schröder como interlocutor preferencial.
- as declarações vieram poucas horas depois de ele ter prometido derrotar a Ucrânia na parida da vitória em Moscou, que foi a mais contida em anos.
- no terreno, as forças russas não tomaram todo o Donbass e controlam menos de um quinto do território ucraniano, com a ofensiva desacelerando neste ano.
- foi anunciado um cessar-fogo de três dias entre Rússia e Ucrânia, com troca de mil prisioneiros de cada lado; Moscou informou que ainda não recebeu propostas ucranianas sobre a troca.
- Zelenskyy afirmou que a Ucrânia é parte inseparável da família europeia; na parada, estiveram apenas líderes de aliados próximos de Moscou, sem convidados internacionais de grande peso.
Vladimir Putin afirmou que vê a guerra entre a Rússia e a Ucrânia como “acabando” e sinalizou disposição para negociar novas garantias de segurança para a Europa. A declaração ocorreu após uma cerimônia de Dia da Vitória em Moscou, marcada por uma parada menos vistosa que em anos anteriores.
Putin criticou o apoio ocidental a Kyiv, dizendo que o Ocidente tentou forçar a derrota russa sem sucesso. Ele também afirmou estar aberto a conversar com a liderança da Alemanha, especificamente o ex-chanceler Gerhard Schröder, como parceiro de negociação.
O presidente russo citou a possibilidade de encontros com Volodymyr Zelenskyy apenas em um terceiro país, desde que todas as condições para um possível acordo de paz estejam alinhadas. Reiterou ainda que o encontro seria o ponto final, não apenas uma etapa de negociações.
Durante a edição de 9 de maio, o Kremlin informou que Rússia, Ucrânia e Estados Unidos concordaram com um cessar-fogo de três dias, a partir de sábado, com troca de 1.000 prisioneiros por lado. Putin afirmou não ter recebido propostas ucranianas sobre a troca.
A celebração do Dia da Vitória em São Petersburgo teve número reduzido de tropas e sem grande aparato militar exposto, destacando a presença de poucos dignitários estrangeiros, apenas aliados próximos. A redução contrastou com as paradas anteriores.
Antes da cerimônia, Moscou havia emitido advertências sobre possíveis ataques de Kiev, incluindo a interrupção de ações contra alvos em Kyiv e outras missões diplomáticas. Não houve confirmação de ataques durante as celebrações.
Zelenskyy, por sua vez, decretou permitir a realização da parada em Moscou e marcou o Dia Europeu, enfatizando que a Ucrânia continua parte da família europeia. O presidente ucraniano reforçou o suporte da Europa ao seu país.
Somando-se aos acontecimentos, a União Europeia mantém discussões sobre a possibilidade de negociar com a Rússia para discutir a arquitetura de segurança na região. A data e o formato de eventuais negociações permanecem incertos.
A evolução do conflito continua a depender de percalços no terreno, com combates pontuais no leste da Ucrânia e esforços diplomáticos em tabuleiros multilaterais. Observadores destacam a importância de manter fluxos de informações confiáveis.
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