- Lula reuniu-se presencialmente com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, por mais de três horas; a conversa evitou temas sensíveis e abriu espaço para discutir tarifas, ajudando a manter a economia brasileira protegida de novas barreiras comerciais.
- A postura de Lula como negociador foi percebida de forma positiva por pesquisas de grupos focais, fortalecendo a atuação diplomática do governo.
- Foi lançado o Desenrola 2.0, programa de renegociação de dívidas: perdão de dívidas de até 100 reais e negociação de até 90% para pendências maiores; houve adesão expressiva, apesar de problemas técnicos no site.
- A Polícia Federal abriu operação contra o senador Ciro Nogueira, ligado à extrema-direita, em investigações sobre fraudes do Banco Master; há suspeitas de pagamentos para defender interesses do banco no Congresso e de aquisição de imóvel milionário com apoio do banqueiro.
- O governo mira manter a ofensiva política com pacote de segurança pública de um bilhão de reais e a agenda da PEC da escalonamento 6×1, buscando consolidar apoios e enfrentar dissidências da direita.
Após uma semana marcada por derrotas no Congresso, o governo Lula apresentou uma ofensiva em três frentes para manter a agenda e isolar a extrema-direita. O Planalto diz manter espaço para negociar e influenciar o ritmo político.
A primeira frente foi a reunião presencial entre Lula e o presidente dos EUA, Donald Trump. A conversa durou mais de três horas e foi recebida como um avanço diplomático brasileiro. Não houve pauta sensível na mesa, segundo apuração.
Segundo relatos, ficou assegurada uma mesa de negociação sobre tarifas, que adia novas cobranças por parte dos EUA e protege a economia brasileira. O encontro também evitou atrito com temas como organizações criminosas e Pix.
Reunião com Trump
Lula teria conseguido manter um canal aberto sem confrontos diretos, fortalecendo a percepção de governabilidade. Pesquisas de grupos focais indicam avaliação positiva da postura do presidente como negociador.
A segunda frente foi o lançamento do Desenrola 2.0, programa de renegociação de dívidas. Quem pode quitar dívidas até 100 reais tem dívida zerada; pendências maiores podem ser renegociadas em até 90%.
Apesar de problemas técnicos no acesso ao site do programa na primeira semana, há forte aceitação entre eleitores e a percepção de melhoria do humor político motivada pela medida.
Desenrola 2.0
A terceira frente envolve a Polícia Federal e o senador Ciro Nogueira, presidente do Progressistas, alvo de investigações sobre fraudes no Banco Master. A PF investiga pagamento de uma suposta mesada a Nogueira pelo banqueiro Vorcaro.
Entre os fatos sob análise, está uma emenda de Nogueira que elevou de 250 mil para 1 milhão de reais o valor de investimentos garantidos pelo Fundo Garantidor de Crédito, beneficiando operações do Master. Também há suspeita de aquisição imobiliária milionária com apoio do banqueiro.
Essa operação compromete a estratégia da extrema-direita e pode afetar o alinhamento entre partidos da base. Flávio Bolsonaro e aliados discutem formas de blindar a chapa, com possibilidade de renegociação de alianças.
PF e Ciro Nogueira
Mesmo com a queda de braço entre forças políticas, o governo continua buscando manter a pauta de segurança pública. Pelas declarações oficiais, o objetivo é enfrentar a violência com medidas de investimento público de grande valor.
Outro tema que ganhou espaço é a discussão sobre a chamada escala 6×1, com a Câmara acelerando a tramitação de uma PEC. A ideia é reduzir fases, com alterações na distribuição de tempo de TV e apoio político necessário.
Perspectivas
O governo aposta em anunciar um pacote de segurança pública e manter a agenda de reformas para as próximas semanas. A comunicação oficial ressalta o foco em propostas que possam ampliar a sensação de avanço para a população.
Entre aliados da base, há expectativas de que novos instrumentos legislativos controlem a agenda e dificultem a resistência de setores da oposição. As decisões dependem de votos e de alinhamentos regionais nas votações.
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