- Cerca de 90 membros do Partido Trabalhista pediram a renúncia de Keir Starmer, após resultados ruins nas eleições locais, com quatro ministros jovens já deixando o governo.
- As eleições locais mostraram queda do Labour, que perdeu 1.229 cadeiras no Reino Unido; Nigel Farage venceu com o Reform UK, e o Green Party avançou em várias regiões. O Labour também perdeu o poder no País de Gales e teve o pior desempenho na Assembleia da Escócia.
- Para abrir um voto de liderança, é necessário o apoio de setenta e um por cento dos deputados do Labour (81 de 403), mas a divisão interna complica a possibilidade de um challenging.
- Starmer afirmou que o processo não foi acionado e que o foco é governar; alguns membros da equipe evitaram a imprensa e um encontro privado com o primeiro-ministro está marcado com Wes Streeting.
- A princípio, Andy Burnham surge como candidato viável segundo pesquisas, mas precisaria conquistar um assento no Parlamento para formalizar a candidatura, e já circulam rumores sobre conversas com MPs favoráveis.
Keir Starmer permanece no cargo, apesar de pressão crescente dentro do próprio Labour após resultados ruins nas eleições locais da última semana. Um número expressivo de deputados pede sua saída, enquanto ministérios menores já anunciaram renúnias.
Ao todo, cerca de 90 deputados do Labour pediram a renúncia de Starmer. Nesta terça-feira, quatro ministros júnior deixaram seus cargos, entre eles Zubir Ahmed, aliado do ministro da Saúde, Wes Streeting. Ahmed afirmou que a confiança no premiê se esvaiu.
As eleições locais destacaram o desgaste do partido, com o Labour perdendo 1.229 cadeiras de council no país. O Reform UK de Nigel Farage ganhou espaço e o Green Party também teve avanços relevantes, com queda do apoio ao Labour na baleia de Wales e na Escócia.
Contexto e possibilidade de mudança
A ideia de substituir Starmer por meio de um voto de liderança depende de 81 dos 403 MPs, ou 20%, com apoio unificado de um único candidato. Contudo, há cerca de 100 deputados que assinaram carta contrária a um processo de liderança.
Starmer afirmou ao gabinetes que o processo de desafio não foi acionado e que é hora de governar. O grupo de ministros tem mantido lealdade pública, apesar de tensões internas que foram atribuídas a discussões privadas sobre a continuidade do premiê.
Entre as possibilidades avaliadas fora de Westminster, o prefeito da Grande Manchester, Andy Burnham, é citado como potencial substituto, com apoio em pesquisas de opinião. Para concorrer, ele precisaria conquistar uma vaga no Parlamento.
Panorama atual
Pesquisas públicas sinalizam favorabilidade a Burnham entre parte do eleitorado, mas o cenário não está definido. Observadores ressaltam que o próximo passo pode ocorrer a qualquer momento, dependendo de apoio interno e da dinâmica entre os correligionários.
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