- Em julho entra em vigor a Lei de Promoção da Unidade Étnica e Progresso, que amplia o uso do mandarim como língua de instrução em regiões de minorias, seguindo a linha de Xi Jinping de “sinicizar” políticas culturais.
- A política de sinicização de religião exige que instituições religiosas se alinhem ao Estado e ao Partido Comunista; cruzes são removidas de algumas igrejas e domos/minaretes de mesquitas, com desencorajamento de celebrações como o Natal e o Ramadã.
- No Tibete, há avanço da assimilação linguística e religiosa, com ampliação de escolas estatais em áreas tibetanas e separação de cerca de 1 milhão de crianças tibetanas de suas famílias para estudo.
- A prática de forçar o afastamento da língua e identidade tibetanas inclui a substituição do nome Tibete por Xizang em inglês desde 2023, tentando impor uma identidade oficial.
- O texto aponta que, embora a China detenha poderio econômico e infraestrutura, seu apelo global depende de demonstrar respeito à diversidade e às liberdades, sob pena de perder adesão internacional e credibilidade.
Beijing intensifica uma busca por liderança global por meio de controle político e uniformidade cultural, mas isso pode lhe custar influência internacional. O governo chinês privilegia o crescimento econômico e a infraestrutura, porém avança com políticas que visam equivalência linguística, religiosa e cultural em áreas habitadas por minorias.
O foco é ampliar a presença de mandarim como língua de instrução em regiões de minorias, sob a justificativa de promover a unidade nacional. Ao mesmo tempo, observa-se uma tendência de alinhar instituições religiosas à linha ideológica do Partido Comunista. Tais medidas são apresentadas como estabilidade, mas geram críticas sobre direitos culturais e civis.
Lei de Promoção da Unidade Étnica e Progresso
A lei, que entra em vigor em julho, reforça o papel do mandarim na educação de regiões com maior presença de minorias. O objetivo formal é fortalecer a coesão nacional, mas o efeito prático é ampliar o afastamento de línguas minoritárias na escola.
Sinicização da religião
Religiões e instituições são esperadas a se subordinar à ideologia do PCC. Igrejas e mesquitas sofreram alterações em seus símbolos e rituais, com o objetivo de refletir valores estatais. A observância de celebrações religiosas tradicionais tem sido desencorajada.
Tibet e políticas de assimilação
No Tibete, a política de assimilação envolve medidas de controle linguístico e religioso, numa tentativa de fortalecer a soberania estatal sobre a região. A transformação se apoia na expansão de escolas estatais e na separação entre crianças tibetanas e suas famílias.
Educação e impacto social
Relatórios indicam que cerca de um milhão de crianças tibetanas estudam afastadas de familiares em escolas geridas pelo Estado. O objetivo é promover conformidade cultural e institucional CCP, reduzindo o uso da língua local e tradições.
Análise e contexto internacional
A liderança chinesa, apoiada por especialistas com formação técnica, é vista como tendências de solução de problemas, mas especialistas apontam que fatores como poder macio, legitimidade e liberdade também são fundamentais para manter influência global.
Perspectivas de liderança global
Projetos da Iniciativa Belt and Road destacam infraestrutura, porém enfrentam questões de transparência e participação local. A construção de alianças duradouras requer responsabilidade e respeito às sociedades anfitriãs.
Conclusão institucional
Apesar de avanços em indústria e infraestrutura, a busca por uniformidade cultural levanta dúvidas sobre a capacidade de China ampliar seu soft power. A relação entre governança e diversidade será decisiva para a aceitação internacional.
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