- A consultoria Eurasia aponta Lula (PT) com 55% de chance de vencer a eleição presidencial deste ano, segundo o modelo de previsão.
- A Eurasia usa dois modelos: um baseado em aprovação de incumbente e dados de eleições passadas; o outro avalia prioridades do eleitor e credibilidade do candidato para resolver problemas.
- A aprovação de Lula ficou em 44% há um mês e 45% nesta semana; a equipe diz que a campanha tende a elevar esse índice, mas ressalva o desafio de definição entre os modelos.
- Em 2026, as principais preocupações são segurança pública e corrupção; segundo a Eurasia, nenhum dos temas é favorável a Lula, e também não é ideal para o principal adversário, Flávio Bolsonaro (PL).
- O pesquisador Chris Garman ressalva que a qualidade da campanha pode fazer a diferença, e que, historicamente, a popularidade de incumbentes sobe nos três meses antes da eleição; Lula tem 80 anos.
No modelo de previsão da consultoria Eurasia, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) aparece com 55% de chance de vencer a eleição presidencial deste ano. A metodologia utiliza dois sistemas distintos para chegar ao resultado.
Segundo o analista Chris Garman, há divergência entre os modelos e ele está mais cauteloso do que em eleições anteriores, ainda que mantenha uma aposta favorável a Lula. O cenário é visto com certa incerteza.
Um dos modelos usa dados de 500 eleições globais nos últimos 40 anos, avaliando a aprovação do incumbente seis meses antes da votação. Em média, aprovação acima de 45% antecede vitória em 78% dos casos. Lula tinha 44% de aprovação há um mês e chegou a 45% nesta semana.
O outro modelo foca nas principais preocupações do eleitor e na credibilidade do candidato para resolvê-las. Em 80% das ocasiões, quem é visto como mais capaz leva a eleição. Em 2022, desigualdade e economia foram temas centrais; em 2026, segurança pública e corrupção aparecem como questões fortes, com impacto incerto para Lula.
Garman aponta que nem a atual percepção de corrupção nem a ênfase em segurança pública ajudam tanto o principal adversário, Flávio Bolsonaro. O analista ressalta que o conceito de responsabilidade pública costuma depender da campanha, e não apenas do tema em si.
O especialista observa ainda que, nas últimas três campanhas, as previsões das pesquisas indicaram vitória para os incumbentes. Desta vez, porém, ele considera o cenário mais desafiador para as previsões. A qualidade da campanha pode fazer a diferença, segundo ele.
Nas análises de Wall Street, a probabilidade de vitória de Lula gerou expectativa durante a Brazil Week, em Nova York. O evento ocorreu em comunidade com a BlackRock. A visão é de que a popularidade tende a subir nos meses que antecedem a eleição, apesar de variações locais.
Garman sugere que acordos internacionais, como entre União Europeia e Mercosul, favorecem o ambiente externo para o Brasil, independentemente do resultado eleitoral. A avaliação é de que fatores externos ajudam o país a navegar o cenário político doméstico.
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