- A Quaest aponta recuperação da popularidade de Lula e vantagem sobre Flávio Bolsonaro no primeiro e no segundo turnos, segundo assessores do governo.
- Destaques vão para aumento de apoio entre mulheres e pessoas que ganham entre dois e cinco salários mínimos, público alvo do programa Novo Desenrola Brasil.
- Nele, Lula também foi visto em reunião com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, como elemento positivo para a imagem externa.
- A revogação da taxa das blusinhas, publicada no Diário Oficial, é apontada como fator que pode trazer sinais positivos para a gestão e a economia.
- Governo trabalha para conter alta de preços, especialmente de alimentos, e prepara medidas sobre combustíveis para evitar reajuste iminente da gasolina.
A Quaest divulgou nesta quarta-feira (13) uma pesquisa que aponta acerto do governo para recuperar a imagem do presidente Lula (PT). A avaliação vem como impulso aos esforços de comunicação de sua gestão.
Segundo os assessores presidenciais, o resultado aponta boa percepção sobre o lançamento do programa Novo Desenrola Brasil, também chamado de Desenrola 2.0, que mira renegociação de dívidas de beneficiários. Eles citam o desempenho como positivo para a avaliação do governo.
Outro ponto destacado é o encontro entre Lula e o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, considerado um marco de agenda externa por parte da gestão. A equipe presidencial também aponta a revogação da taxa das blusinhas, anunciada nesta terça, como fator de melhoria de percepção entre eleitores.
Avanços e impactos no eleitorado
Os assessores ressaltam recuperação de Lula entre mulheres e entre eleitores com renda de dois a cinco salários mínimos, públicos relevantes para a base de apoio do programa social. A recuperação de apoio entre mulheres é vista como um passo para arrefecer perdas anteriores.
A Quaest aponta que o presidente manteve vantagem numérica sobre Flávio Bolsonaro (PL-RJ) tanto no primeiro quanto no segundo turno, reforçando o cenário de recuperação de capital político. Ainda, católicos dão apoio estável a Lula, ao passo que o eleitorado evangélico permanece como ponto de atenção para o governo.
Desafios ainda presentes
Entre as preocupações, a avaliação entre evangélicos fica menos favorável para Lula, enquanto o opositor ganha adesões nessa parcela do eleitorado. Entre os brasileiros, houve aumento de notícias positivas em relação às semanas anteriores, o que ajuda a imagem presidencial.
O governo observa leve melhora na percepção da economia, apesar de ressalvas sobre o aumento de preços de alimentos. A equipe trabalha em novas medidas para conter possíveis altas de combustíveis, previstas com o anúncio de reajuste pela Petrobras.
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