- A Polícia Federal prendeu o contraventor Carlos Augusto de Almeida Ramos, o Carlinhos Cachoeira, em São Paulo, ao desembarcar no Aeroporto de Congonhas nesta quarta-feira 13.
- O mandado de prisão preventiva foi expedido pela 8ª Vara Criminal de Goiânia, em processo sob sigilo que investiga calúnia, difamação e injúria.
- Cachoeira já tinha sido condenado a mais de 30 anos de prisão nesse caso envolvendo exploração ilegal de jogos de azar.
- Escutas telefônicas revelaram ligações frequentes entre Cachoeira e o então senador Demóstenes Torres, além de menções a autoridades e empresários, com repercussão que atingiu a Delta e resultou na CPMI do Cachoeira no Congresso.
- Em 2004, o empresário também apareceu em outro escândalo político, no caso Waldomiro Diniz, envolvendo propina e jogos ilegais.
O contraventor Carlos Augusto de Almeida Ramos, conhecido como Carlinhos Cachoeira, foi preso pela Polícia Federal ao desembarcar no Aeroporto de Congonhas, em São Paulo. Ele foi detido durante a escala de um voo e encaminhado ao 27º Distrito Policial, no Campo Belo.
O mandado de prisão preventiva foi expedido pela 8ª Vara Criminal de Goiânia, em processo sob sigilo, que investiga calúnia, difamação e injúria. Cachoeira é associada a um esquema de exploração ilegal de jogos de azar.
O caso já havia rendido condenação de mais de 30 anos de prisão. Escutas revelaram ligações frequentes entre Cachoeira e o ex-senador Demóstenes Torres, além de menções a autoridades e empresários.
As investigações também alcançaram a construtora Delta e contribuíram para a criação da CPMI do Cachoeira no Congresso. O episódio ganhou repercussão nacional por seu alcance político.
Anos antes, Cachoeira apareceu em outro escândalo político, em 2004, envolvendo Waldomiro Diniz, ex-assessor da Casa Civil do governo Lula, flagrado em vídeo tratando de propina e jogos ilegais.
Contexto e desdobramentos
A prisão desta quarta-feira ocorre no contexto de ações da PF relacionadas a crimes de corrupção e delitos vinculados a organizações de jogo ilegal. A vigilância sobre o caso continua, com diligências em andamento.
A defesa de Cachoeira ainda não se pronunciou formalmente sobre a prisão recebida pela Justiça nesta etapa processual. A imprensa recebe informações oficiais por meio de comunicados das autoridades.
Entre na conversa da comunidade