- Pesquisa Quaest divulgada nesta semana aponta que 46% dos entrevistados dizem que o Governo Lula, o STF, o Governo Bolsonaro e o Congresso tiveram a imagem mais negativamente afetada pelo Caso Master.
- A pesquisa também menciona o senador Ciro Nogueira (PP-PI) como alvo de operação da Polícia Federal, com suspeitas de ter recebido mesada de até R$ 500 mil e de defender interesse do Master.
- A PF aponta que Nogueira usaria seu mandato para favorecer o banco, em meio a uma proposta de agosto de 2024 para aumentar o limite do Fundo Garantidor de Crédito de R$ 250 mil para R$ 1 milhão.
- O senador nega que a proposta tenha sido redigida por funcionários do banco e afirma não ter envolvimento com atividades criminosas.
- A Quaest ouviu 2.004 pessoas entre 8 e 11 de maio; a margem de erro é de 2 pontos percentuais, com nível de confiança de 95%.
Na semana passada, a Quaest divulgou pesquisa indicando que 46% dos entrevistados avaliam que o Governo Lula, o STF, o Governo Bolsonaro, o Congresso Nacional e o BC tiveram a imagem mais afetada negativamente pelo Caso Master. O levantamento aponta que o escândalo envolvendo o banco Master atingiu diferentes poderes e instituições do país.
A sondagem ouviu 2.004 pessoas entre os dias 8 e 11 de maio. A margem de erro é de 2 pontos percentuais, com nível de confiança de 95%. Entre os respondentes, 46% já conheciam as suspeitas sobre Ciro Nogueira, e 54% tomaram ciência apenas recentemente.
Operação da PF envolve Ciro Nogueira
Na última semana, o senador Ciro Nogueira (PP-PI) foi alvo de uma operação da Polícia Federal. A investigação aponta que ele foi um dos principais beneficiados pelo esquema de corrupção do Master e que recebia uma mesada de até R$ 500 mil, além de ter contas pagas.
Segundo a PF, Nogueira usou o mandato para defender interesses do Master. Uma proposta apresentada em agosto de 2024 visava aumentar o limite do Fundo Garantidor de Crédito de R$ 250 mil para R$ 1 milhão, o que, segundo as investigações, poderia favorecer o modelo de negócios do banco.
O senador, líder do Centrão, nega que a proposta tenha sido redigida por funcionários do banco e sustenta que não tem envolvimento com atividades criminosas. A Quaest não atribui responsabilidade direta a ele, apenas cita as informações disponíveis na apuração.
Contexto político e desdobramentos
O estudo também aponta que, entre os entrevistados, o conhecimento sobre as suspeitas se manteve estável, com 46% já cientes da situação e 54% tomando conhecimento apenas recentemente. A pesquisa enfatiza o impacto percebido do Caso Master sobre as instituições, sem atribuir culpa a um grupo específico.
A Quaest realizou a coleta metodológica para mapear percepções sobre o tema e disponibilizou os dados com 95% de confiabilidade. O documento não conclui culpabilidade, apenas registra o que foi indicado pelos respondentes e pelas investigações em andamento.
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