- Dilma Rousseff, presidente do Novo Banco de Desenvolvimento, reuniu-se em Moscou com Vladimir Putin e transmitiu o “grande respeito” de Lula pela liderança russa.
- A conversa ocorreu antes da 11ª Reunião Anual do Conselho de Governadores do NBD, que começa em 14 de novembro na capital russa.
- Putin disse estar “muito satisfeito” com o encontro e com as perspectivas de atuação conjunta entre os governos.
- Dilma afirmou que o Brasil tem trabalhado com o ministro das Finanças e o representante russo, além de contar com o apoio do vice-presidente da parte russa para enfrentar desafios.
- O texto circunstancial ressalta críticas anteriores de Lula a respeito da guerra na Ucrânia e menciona, ainda, que o Brasil aumenta a compra de derivados de petróleo e fertilizantes da Rússia desde o início do conflito.
Dilma Rousseff, presidenta do Novo Banco de Desenvolvimento dos Brics, reuniu-se nesta quarta-feira em Moscou com Vladimir Putin. Ela transmitiu ao líder russo o que, segundo a agenda, seria o grande respeito do presidente Luiz Inácio Lula da Silva por Putin.
A reunião ocorreu antes da 11ª Reunião Anual do Conselho de Governadores do NBD, que tem início nesta quinta-feira e segue até amanhã na capital russa. O encontro serviu para alinhavar temas sobre o trabalho em curso entre as partes.
Segundo a Embaixada da Rússia no Brasil, Putin mencionou estar satisfeito com o diálogo e com as perspectivas de cooperação. Rousseff respondeu que era uma grande honra discutir a parceria entre Brasil e Rússia.
Contexto diplomático
Rousseff destacou a atuação conjunta com autoridades russas, incluindo o ministro das Finanças, Anton Siluanov, e o gabinete da presidência, representado por Maxim Oreshkin, além do vice-presidente do lado russo, Roman Serov, para enfrentar desafios comuns.
A declaração de Lula transmitida pela presidente do NBD envolve saudações e o reconhecimento de uma relação de respeito entre Brasil e Rússia, segundo a versão do encontro divulgado pela parte russa.
Desde o início do conflito na Ucrânia, o Brasil ampliou compras de derivados de petróleo e fertilizantes russos, o que tem provocado debates sobre impactos éticos e o financiamento da agressão.
A reunião ocorre em meio a tensões globais e ao histórico de declarações do governo brasileiro sobre o conflito, que já gerou controvérsias e ajustes de postura diplomática.
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