- Dinheiro de R$ 61 milhões supostamente pagos por Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, foi apontado como possível financiamento da produção do filme Dark Horse, sobre Jair Bolsonaro, segundo a matéria.
- Mário Frias (PL-SP) e a produtora Goup Entertainment divulgaram nota afirmando que não houve nenhum centavo de Vorcaro no filme.
- O Intercept Brasil publicou diálogos entre Flávio Bolsonaro e Vorcaro, no que o filho do presidente supostamente pedia recursos, com pedido de R$ 134 milhões e parcelas segundo a reportagem.
- Parte do valor, conforme apuração, teria sido transferida para o exterior via Entre Investimentos e Participações, para Havengate Development Fund LP, no Texas, ligado a aliados de Eduardo Bolsonaro.
- A Polícia Federal deve esclarecer quem recebeu o dinheiro e se todo o montante foi utilizado para a produção, com a possibilidade de uma CPI do Master sendo debatida no Congresso.
A Polícia Federal investiga a origem de recursos supostamente destinados à produção de Dark Horse, filme sobre a vida de Jair Bolsonaro. Segundo reportagens, o senador Flávio Bolsonaro teria feito pedidos diretos a Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, envolvendo pagamentos na casa de milhões de reais. O valor mencionado é de R$ 61 milhões, vinculados à produção.
A assessoria de Mário Frias, deputado federal pelo PL de São Paulo, e a produtora Goup Entertainment afirmaram publicamente que não houve qualquer pagamento de Vorcaro ao filme. A discrepância entre as afirmações oficiais e as informações de apuração permanece sob escrutínio das autoridades.
A reportagem do Intercept Brasil aponta diálogos entre Flávio Bolsonaro e Vorcaro, com supostos pedidos para manter a produção. Em áudio divulgado, o senador menciona necessidades para o andamento do projeto e o repasse de recursos teria ocorrido em parcelas, totalizando R$ 61 milhões.
Ao menos parte do dinheiro teria sido transferida para fora do país, via Entre Investimentos e Participações, segundo apuração do Intercept. O montante teria ido para Havengate Development Fund LP, com sede no Texas, ligado a aliados do ex-deputado Eduardo Bolsonaro, que está no exterior.
A investigação da PF busca esclarecer quem está mentindo, o que foi omitido e se todo o dinheiro realmente destinou-se à produção do filme. A Polícia Federal é apontada por alguns como o órgão capaz de esclarecer os fatos, sem prejulgamentos.
Movimentos políticos ao redor do caso geram cobranças por transparência. Há críticas à atuação de aliados que teriam defendido uma CPI específica do Master, com alegações de manobras para manter a apuração sob controle. O tema segue sob análise das autoridades.
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