- Estados Unidos e Dinamarca estão em negociações desde janeiro para ampliar a presença militar americana em Groenlândia, a maior ilha do planeta, com a abertura de três bases no sul da ilha.
- As bases seriam em Kangerlussuaq, Narsarsuaq e outra localização ainda não definida, com objetivo de monitorar atividades submarinas da Rússia e da China.
- Washington requer que as futuras instalações sejam designadas como território soberano dos Estados Unidos; Dinamarca e Groenlândia não aceitam essa condição.
- O primeiro-ministro de Groenlândia, Jens-Frederik Nielsen, apontou avanços nas conversas, mas disse que o tema soberania pode ser um entrave importante.
- O diálogo trilateral envolve representantes dos Estados Unidos, Dinamarca e Groenlândia, com cinco reuniões ocorridas desde o fim de janeiro; o governo dinamarquês vem buscando apoio europeu para a questão.
O Pentágono e a Dinamarca discutem desde janeiro a expansão militar dos EUA em Groenlândia, visando abrir três bases no sul da ilha estratégica. A ideia é reforçar presença militar, conforme acordo de defesa vigente, mas permanece a disputa sobre a soberania das instalações.
O primeiro-ministro de Groenlândia, Jens-Frederik Nielsen, disse em Copenhague que houve avanços, com Dinamarca e Groenlândia manifestando vontade de ampliar segurança nacional e internacional. Nielsen destacou a necessidade de respeito entre as partes.
De Washington, o Comando Norte apontou interesse em desenvolver mais portos e aeródromos em Groenlândia, dada a importância estratégica da região. O plano inicial prevê três bases, com foco operacional no sul da ilha.
As bases propostas ficariam em Kangerlussuaq, Narsarsuaq e outra localidade ainda não definida, para monitorar atividades submarinas de potências como Rússia e China. A soberania sobre o território tem sido a principal entrave.
Especialistas consultados alertam que a soberania pode transformar o tema em impasse significativo entre Dinamarca, Groenlândia e EUA. A título político, a estratégia pode consolidar a posição de Washington na ilha.
O acordo de defesa entre EUA e Dinamarca, vigente desde 1951 e renovado em 2004, facilita a presença militar norte-americana em Groenlândia. Atualmente, a base Pituffik continua como única instalação militar norte-americana na região.
No âmbito das negociações, o time de Washington é chefiado por Michael Needham, do Departamento de Estado. A delegação dinamarquesa tem Jeppe Tranholm à frente, com participação de diplomatas de Cuba? Não, de Dinamarca e Groenlândia, incluindo representantes em Washington.
Economicamente, Dinamarca tem investido em defesa para apaziguar aliados europeus, enquanto Trump mantém postura firme para alcançar acordo, inclusive com declarações sobre a soberania. O desfecho depende do avanço de negociações.
O papel de Groenlândia no debate é central: as autoridades locais buscam alinhamento com a UE e com a OTAN, preservando autonomia. O governo de Nuuk tem enfatizado prioridade às relações com os parceiros europeus e a segurança regional.
Entre na conversa da comunidade