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Estados Unidos negocia com Dinamarca expansão militar na Groenlândia

EUA negocia com Dinamarca a abertura de três bases militares no sul de Groenlândia, sob risco de disputa de soberania que pode tensionar aliados.

Soldados daneses participaban en unas maniobras de la OTAN en Groenlandia, el pasado septiembre cerca de Nuuk.
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  • Estados Unidos e Dinamarca estão em negociações desde janeiro para ampliar a presença militar americana em Groenlândia, a maior ilha do planeta, com a abertura de três bases no sul da ilha.
  • As bases seriam em Kangerlussuaq, Narsarsuaq e outra localização ainda não definida, com objetivo de monitorar atividades submarinas da Rússia e da China.
  • Washington requer que as futuras instalações sejam designadas como território soberano dos Estados Unidos; Dinamarca e Groenlândia não aceitam essa condição.
  • O primeiro-ministro de Groenlândia, Jens-Frederik Nielsen, apontou avanços nas conversas, mas disse que o tema soberania pode ser um entrave importante.
  • O diálogo trilateral envolve representantes dos Estados Unidos, Dinamarca e Groenlândia, com cinco reuniões ocorridas desde o fim de janeiro; o governo dinamarquês vem buscando apoio europeu para a questão.

O Pentágono e a Dinamarca discutem desde janeiro a expansão militar dos EUA em Groenlândia, visando abrir três bases no sul da ilha estratégica. A ideia é reforçar presença militar, conforme acordo de defesa vigente, mas permanece a disputa sobre a soberania das instalações.

O primeiro-ministro de Groenlândia, Jens-Frederik Nielsen, disse em Copenhague que houve avanços, com Dinamarca e Groenlândia manifestando vontade de ampliar segurança nacional e internacional. Nielsen destacou a necessidade de respeito entre as partes.

De Washington, o Comando Norte apontou interesse em desenvolver mais portos e aeródromos em Groenlândia, dada a importância estratégica da região. O plano inicial prevê três bases, com foco operacional no sul da ilha.

As bases propostas ficariam em Kangerlussuaq, Narsarsuaq e outra localidade ainda não definida, para monitorar atividades submarinas de potências como Rússia e China. A soberania sobre o território tem sido a principal entrave.

Especialistas consultados alertam que a soberania pode transformar o tema em impasse significativo entre Dinamarca, Groenlândia e EUA. A título político, a estratégia pode consolidar a posição de Washington na ilha.

O acordo de defesa entre EUA e Dinamarca, vigente desde 1951 e renovado em 2004, facilita a presença militar norte-americana em Groenlândia. Atualmente, a base Pituffik continua como única instalação militar norte-americana na região.

No âmbito das negociações, o time de Washington é chefiado por Michael Needham, do Departamento de Estado. A delegação dinamarquesa tem Jeppe Tranholm à frente, com participação de diplomatas de Cuba? Não, de Dinamarca e Groenlândia, incluindo representantes em Washington.

Economicamente, Dinamarca tem investido em defesa para apaziguar aliados europeus, enquanto Trump mantém postura firme para alcançar acordo, inclusive com declarações sobre a soberania. O desfecho depende do avanço de negociações.

O papel de Groenlândia no debate é central: as autoridades locais buscam alinhamento com a UE e com a OTAN, preservando autonomia. O governo de Nuuk tem enfatizado prioridade às relações com os parceiros europeus e a segurança regional.

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