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O diretor da CIA se reúne em Havana com o governo de Cuba

Diretor da CIA visita Havana e se reúne com o Minint, em meio a tensões, com EUA condicionando cooperação a mudanças econômicas e de segurança

John Ratcliffe, a la izquierda, en reunión con funcionarios del régimen cubano, en La Habana, este jueves.
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  • O diretor da CIA, John Ratcliffe, chegou a Havana e manteve encontro com representantes do Ministério do Interior (Minint).
  • A aeronave Boeing C-40B Clipper aterrissou na capital cubana vindo de Andrews, sinalizando a presença da delegação americana em meio a tensões entre os dois países.
  • A CIA confirmou a viagem e informou que Ratcliffe se reuniu com Raúl Rodríguez Castro, ministro do Interior cubano Lázaro Álvarez Casas e o chefe dos serviços de espionagem cubanos, transmitindo uma mensagem pessoal do presidente Donald Trump.
  • O conteúdo do encontro aponta que os EUA estão dispostos a discutir questões econômicas e de segurança, desde que Cuba implemente mudanças fundamentais; foram avaliadas cooperação em inteligência, economia e segurança, sob a premissa de que Cuba não pode abrigar adversários dos EUA no Hemisfério.
  • A reunião ocorre no contexto de negociações bilaterais em curso; foi a segunda visita desde o início dessas negociações, a anterior, em 10 de abril, abordando presos políticos, internet via Starlink, embargo e liberdades políticas.

O diretor da CIA, John Ratcliffe, desembarcou em Havana na quinta-feira, 14 de maio, para uma reunião com representantes do Ministério do Interior. A visita ocorreu em meio a tensões entre Cuba e os Estados Unidos, e ao contexto de apoio humanitário dos EUA. A delegação chegou de avião oficial, vindo de Washington.

Segundo o governo cubano, Ratcliffe participou de um encontro com Raúl Rodríguez Castro, conhecido como Raulito, com o ministro do Interior cubano, Lázaro Álvarez Casas, e o chefe dos serviços de espionagem de Cuba. O objetivo foi discutir cooperação bilateral em segurança, estabilidade econômica e combate ao terrorismo. O encontro também incluiu um envio de mensagem do presidente Donald Trump aos representantes cubanos.

A CIA confirmou a viagem e informou que a reunião tratou de cooperação entre órgãos de aplicação da lei e de segurança de ambos os países. O governo cubano afirmou que houve consenso sobre manter a posição de condenação ao terrorismo e sobre não abrigar nem apoiar organizações terroristas. A reunião ocorreu após o desembarque de um Boeing C-40B Clipper em Havana, vindo de Andrews, nos arredores de Washington.

Contexto e desdobramentos

O avião chegou em meio a controvérsias sobre a situação energética de Cuba, que enfrenta cortes de combustível. Em abril, a Administração Trump havia oferecido ajuda humanitária de até 100 milhões de dólares, sinalizada como possibilidade de avanço em temas econômicos. Autoridades cubanas disseram que, na reunião, discutiram-se também questões de cooperação de inteligência e de segurança regional.

Anteriormente, uma delegação dos EUA já havia visitado Havana em 10 de abril para tratar de liberação de presos políticos, internet via satélite e flexibilização do embargo. Embora não haja confirmação de prazos, as autoridades cubanas mantêm posição de exigir mudanças fundamentais para avançar em temas econômos.

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