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Derrite defende Flávio após interpretação de ameaça de bomba atômica

Derrite defende Flávio Bolsonaro em coletiva; áudio revela pedido de US$ 24 milhões para o filme “Dark Horse” investigado pela Polícia Federal

Flávio Bolsonaro (PL) e Guilheme Derrite (PP) em lançamento de pré-candidatura em Sorocaba
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  • Derrite defendeu Flávio Bolsonaro em coletiva, dizendo que houve tentativa de “bomb a atômica” e que a relação privada com o banco não indicaria intencionalidade.
  • Em discurso a apoiadores, Derrite atacou o presidente Lula, criticou o STF e citou a facada de Bolsonaro na campanha citada como “Dark Horse”, mencionando o uso de um colete à prova de balas.
  • Flávio mencionou o pai sem citar o filme Dark Horse; conteúdo do The Intercept Brasil, confirmado pelo UOL, aponta que ele pediu dinheiro a Daniel Vorcaro para o financiamento do filme.
  • Vorcaro teria se comprometido a repassar US$ 24 milhões para o projeto; pelo menos US$ 10,6 milhões teriam sido pagos entre fevereiro e maio de 2025.
  • A Polícia Federal investiga se parte do dinheiro financiou despesas de Eduardo Bolsonaro nos EUA; Flávio nega irregularidades e afirma tratar-se de patrocínio privado.

Derrite sai em defesa de Flávio Bolsonaro em coletiva de imprensa, afirmando que ataques partem de perseguição a um relacionamento privado dele há mais de dois anos, no contexto do financiamento de um projeto ligado a Flávio. O evento ocorreu na cidade de origem do pré-candidato.

Nessa ocasião, Derrite criticou o presidente Lula e o STF, além de mencionar o uso de um colete à prova de balas por Flávio. A fala ocorreu diante de apoiadores, em meio a desdobramentos sobre a atuação de partidos e instituições durante a campanha.

Flávio Bolsonaro também comentou, de forma indireta, sobre o histórico da relação com o pai e sobre o filme Dark Horse, segundo informações apuradas por veículos de imprensa. O conteúdo envolve financiamento privado para o projeto, sem uso de recursos públicos, conforme alegado pela produção.

Depois, o senador manteve firme a defesa de não recuar diante de supostas tentativas de intimidação, associando críticas à presença de suposta interferência de autoridades. O relato destaca ainda a promessa de retorno de Jair Bolsonaro ao Palácio do Planalto em 2027.

Um trecho de discurso mencionou possíveis consequências de uma suposta farsa, atribuída a um ministro do STF, e reforçou a ideia de que apoiadores foram atingidos por ações consideradas enganosas. O tom foi de resistência em meio a críticas políticas intensas.

A inauguração da pré-candidatura de Derrite ocorreu na cidade natal dele, com início de evento marcado por menor presença policial, seguido por reforço do aparato de segurança próximo ao filho do ex-presidente. A mudança de aparato ocorreu nas fases seguintes do ato.

Paralelamente, Flávio participou, em Campinas, do lançamento da pré-candidatura de Derrite ao Senado, reforçando conversas sobre o filme e a possibilidade de produção de um filme que conte a história dele, com afirmações sobre o mérito do projeto.

O político afirmou que o dinheiro de Vorcaro para o filme é um investimento privado e que não houve verba pública. Ele também disse não ter previsto a proximidade entre Vorcaro e o cenário financeiro do projeto.

Áudio entre Flávio Bolsonaro e Vorcaro

O conteúdo de áudio mostra Flávio solicitando recursos a Daniel Vorcaro, com a promessa de que o financiamento somaria cerca de 24 milhões de dólares para o projeto Dark Horse, conforme divulgaram veículos de imprensa. A versão do político sobre as transações passou por modificações após as revelações.

Pelo menos 10,6 milhões de dólares teriam sido transferidos entre fevereiro e maio de 2025, com parte do dinheiro passando pela Entre Investimentos, em parceria com Vorcaro, para um fundo sediado no Texas, ligado a aliados de Eduardo Bolsonaro. As mensagens teriam sido trocadas dias antes da prisão de Vorcaro.

O senador confirmou tratar a relação com o dono do Master como patrocínio privado, negando irregularidades. Antes, ele havia contestado o envolvimento de Vorcaro com o projeto. As comunicações também indicam que o polvo financeiro buscava influenciar decisões relacionadas ao filme.

A Polícia Federal investiga se parte dos recursos financiou despesas de Eduardo Bolsonaro nos EUA, informação que ele nega ter utilizado para esse fim. O caso envolve ainda perguntas sobre a origem e o destino de recursos vinculados ao projeto audiovisual.

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