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Trabalhadores tentam deixar piscina refletora azul para Trump, sindicato alerta

Sindicato alerta riscos à segurança de trabalhadores que aceleram a pintura da piscina refletora de Washington antes das comemorações do 250º, em meio a contrato sem concorrência

Workers apply a blue protective coating as part of a renovation project to the Lincoln Memorial reflecting pool in Washington DC on Friday.
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  • Trabalhadores trabalham para recolorir a piscina refletora de Washington, DC, para ficar com o tom azul “americano” sob ordem de Donald Trump, antes das comemorações do bicentenário dos EUA.
  • A obra ocorre no National Mall, com a área cercada e água retirada, para permitir a conclusão até quatro de julho.
  • O projeto é alvo de críticas de um sindicato, que afirma que o processo não seguiu licitação competitiva e pode manter a obra sob riscos.
  • O custo real do contrato, inicialmente estimado em 1,8 milhão de dólares, foi revelado como 13,1 milhões de dólares, gerando controvérsia.
  • Autoridades do Departamento do Interior afirmam que as acusações não têm mérito e que normas de segurança e licitações são seguidas no local.

O reflecting pool de Washington DC, um marco histórico entre o Lincoln e o Memorial de George Washington, volta a ser alvo de reparos sob ordens de uma gestão associada ao ex-presidente Donald Trump. A obra visa deixar o piso azul para as celebrações de 4 de julho, mas trabalhadores relatam pressa que pode elevar riscos de segurança.

O projeto envolve a impermeabilização e pintura do piso, drama que ganhou contornos após a contratação direta de uma empresa da Virgínia. Um sindicato que acompanha a obra sustenta que o processo de licitação não ocorreu de forma competitiva, o que levanta dúvidas sobre a transparência do contrato.

Segundo o sindicato, os operários trabalham com o espaço drenado e cercado, enfrentando ruídos de máquinas e materiais potencialmente perigosos. A obra tem atraído visitas de turistas, que veem a área isolada por lonas pretas ao redor do local.

Mudanças na contratação e segurança no trabalho

Entidade sindical aponta que a escolha sem licitação pode impedir a participação de empresas ligadas ao setor, o que ampliaria o debate sobre custos e responsabilidade. Os representantes também sinalizam preocupações com a rapidez da conclusão e com possíveis falhas no processo de aplicação de impermeabilizante.

A Administração Nacional de Parques, vinculada ao Departamento do Interior, disse não haver mérito nas acusações e afirmou cumprir normas de segurança e fair play em contratações públicas. A empresa Atlantic Industrial Coatings afirma possuir experiência em trabalhos semelhantes, mas não teve histórico em contratos federais.

Reportagens de veículos de imprensa associam relatos de bolhas e furos em camadas de impermeabilização, além de variações na tonalidade do azul aplicadas de forma desigual. Documentos do governo indicam tensão quanto ao prazo de entrega, estimado para final de maio.

O custo declarado inicialmente pelo presidente como 1,8 milhão de dólares foi revelado posteriormente como 13,1 milhões. Em meio a críticas, o presidente manteve distância da empresa e negou envolvimento direto na decisão de contratação.

Turistas e moradores observam a obra com misto de curiosidade e desapontamento, destacando a importância histórica do local para a memória dos direitos civis. A cobertura com lonas e a organização de áreas restritas alteram a paisagem tradicional do espaço público.

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