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Trump repete o roteiro de operação venezuelana para forçar mudança em Cuba

CIA pressiona Cuba com ajuda humanitária condicionada e exigências de reformas, em meio a ameaças legais a Raul Castro e a impasse político

Mural del expresidente venezolano Nicolás Maduro, el 8 de enero de 2026, en Caracas.
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  • O diretor da CIA, John Ratcliffe, reuniu-se em Havana com autoridades cubanas, levando uma mensagem alinhada à abordagem já usada com Venezuela em janeiro.
  • Washington ofereceu ajuda humanitária de cem milhões de dólares, condicionada a reformas econômicas e políticas em Cuba, com ressalvas sobre mudanças fundamentais.
  • O objetivo é evitar caos na ilha e manter pressão sobre o regime cubano, destacando que Cuba não pode ser refúgio para adversários dos Estados Unidos.
  • A visita de Ratcliffe em Havana segue-se à reunião anterior dele com Delcy Rodríguez, presidenta interina da Venezuela, reforçando a estratégia de Washington na região.
  • Há sinais de intensificação de atividades de aviões e drones de espionagem ao redor de Cuba, e o governo dos EUA prepara ações legais contra Raúl Castro relacionadas ao caso de 1996 envolvendo o grupo Hermanos al Rescate.

O diretor da CIA, John Ratcliffe, reuniu-se em Havana com autoridades cubanas para discutir exigências de Washington, semelhantes às que foram apresentadas a Caracas em janeiro. O encontro ocorreu no mesmo dia em que a ilha enfrentava protestos, apagões e o esgotamento de reservas de combustível, segundo relatos de imprensa.

A missão do visitante foi marcada por tom diplomático e mensagens indiretas. Ratcliffe informou que os EUA estão dispostos a apoiar a Cuba, mediante reformas econômicas e políticas, além de reiterar a oferta humanitária de cem milhões de dólares divulgada pelo Departamento de Estado. A Casa Branca pressiona por mudanças estruturais no país.

A visita em Havana segue uma atuação parecida já observada em Caracas, quando Ratcliffe participou de reunião com Delcy Rodríguez, atual presidenta encarregada da Venezuela. Em Havana, o encontro contou com o ministro do Interior cubano, Lázaro Casas, o neto de Raúl Castro, Raúl Rodríguez Castro, e o dirigente cubano na mesa. O objetivo é sinalizar que o governo americano mantém uma linha dura, com o objetivo de evitar que Cuba se torne refúgio de adversários dos EUA no hemisfério.

Washington não divulgou detalhes das medidas que espera que Cuba adote, mas ressaltou a necessidade de reformas econômicas e de governança. O governo americano também tem enfatizado que a ilha não pode servir como base para atividades contrárias aos interesses dos EUA na região.

Além disso, as autoridades americanas indicaram que não é exclusa a possibilidade de ações medidas contra o regime cubano, caso as condições não avancem. O contexto envolve ainda tensões com o governo cubano após aumentos de sanções e bloqueios energéticos impostos desde o início do ano.

Acompanhando a diplomacia, fontes oficiais destacaram que a visita de Ratcliffe é parte de uma estratégia de interlocução com governos considerados-chave para a política externa dos EUA. O objetivo indicado é evitar o caos econômico em Cuba por meio de acordos que preservem a estabilidade, sem, contudo, abrir mão de pressões.

Na Venezuela, a mesma linha foi aplicada ao retirar Maduro do país por vias forçadas, com promessas de cooperação caso as autoridades aceitassem condições dos EUA. Em Havana, a expectativa é de que as negociações possam manter uma comunicação contínua entre as partes, com a pressão política permanecendo como instrumento.

Nos próximos dias, analistas e autoridades observam sinais de maior atividade de aviação e de drones ao redor de Cuba, movimento que alguns interpretam como similar ao visto antes de operações anteriores. As partes, no entanto, não confirmaram planos específicos.

Marco Rubio, secretário de Estado adjunto para a área cubana, e outros representantes de Washington destacaram ceticismo quanto a mudanças rápidas caso o regime cubano não demonstre disposição para reformas. Em entrevista, o presidente dos EUA afirmou estar otimista sobre a possibilidade de mudanças na direção cubana, sem detalhar prazos.

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