- O presidente cubano, Miguel Díaz-Canel, ameaçou na X que, se os Estados Unidos atacarem Cuba, haverá um “banho de sangue” de consequências incalculáveis.
- Cuba afirma que não representa ameaça para Washington e justifica a compra de mais de 300 drones como defesa legítima.
- Os drones teriam sido adquiridos, segundo reportagens, a partir de China e Irã, visando uso em cenário adverso.
- A tensão aumenta após visitas e declarações entre autoridades cubanas e representantes dos EUA, incluindo a CIA, com discursos belicosos de ambos os lados.
- Governo cubano reiterou que Cuba não apoia nem financia terrorismo e não abriga bases militares ou de inteligência estrangeiras, destacando que não tem planos agressivos contra os EUA.
Miguel Díaz-Canel avisou que, caso Estados Unidos ataque Cuba, haverá um banho de sangue com consequências incalculáveis. A declaração foi veiculada pelo presidente cubano na plataforma X, em tom de alerta extremo.
A publicação ocorre numa fase de tensões crescentes entre Cuba e Washington, em meio a declarações sobre possíveis intervenções. O governo cubano destaca que não representa ameaça para os Estados Unidos e reforça a necessidade de defesa frente a conflitos potenciais.
Cuba informa ter adquirido mais de 300 drones para uso na defesa militar, adquiridos a China e a Irã. A explicação é a de reforçar a capacidade de resposta a cenários adversos e a preservação da soberania diante de pressões externas.
Drones e defesa
Entretanto, a aquisição de drones é apresentada pelo governo como parte de uma estratégia de defesa legítima. A entrevista e a comunicação pública ressaltam a preparação para eventual agressão militar, segundo o governo, para evitar danos à população.
Contexto diplomático
Dias antes, houve aproximação entre autoridades cubanas e o governo dos EUA, com menções de abertura para negociações. Em sequência, veículos de imprensa norte-americanos passaram a reportar sobre suposta capacidade de uso dos drones na base de Guantánamo e em áreas próximas à Flórida, o que alimenta o clima de desconfiança.
O governo cubano reiterou, em suas comunicações oficiais, que não abriga nem financia organizações terroristas, nem mantém bases estrangeiras que atuem contra os EUA. Díaz-Canel enfatizou que Cuba não planeja agir contra qualquer país e que as informações são monitoradas por agências de defesa nacionais.
Além disso, as autoridades cubanas destacam que a tensão envolve também exercícios militares no Caribe, imposição de medidas econômicas e variações no discurso de autoridades americanas. O país afirma manter-se preparado diante de cenários adversos, sem abrir mão da defesa da soberania.
O governo pediu à população que permaneça comprometida com a defesa da pátria, enquanto o panorama político regional segue marcado por mensagens contraditórias entre Havana e Washington. O clima continua de alerta, sem alterações oficiais de postura por parte de Cuba.
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