- Dois ex-secretários de Sinaloa, Gerardo Mérida Sánchez e Enrique Díaz Vega, entregaram-se às autoridades dos EUA por supostas ligações com o cartel de Sinaloa.
- Mérida Sánchez cruzou a fronteira para o Arizona; Díaz Vega foi detido em Nova York; ambos são membros do partido Morena.
- Os dois já estavam incluídos na acusação contra 10 funcionarios do governo de Sinaloa, incluindo o governador Rubén Rocha Moya, por supostas ligações com o cartel.
- A presidente Claudia Sheinbaum negou qualquer ligação entre o governo e o crime organizado e afirmou que não protegerá ninguém.
- Analistas dizem que a prisão de ambos pode dificultar a defesa de Morena e fortalecer o caso contra Rocha Moya, impactando as relações com Washington.
O presidente mexicano, Claudia Sheinbaum, enfrenta nova pressão após a entrega de dois ex-chefes de governo de Sinaloa aos EUA, acusados de ligações com o cartel de Sinaloa. Mérida Sánchez, ex-chefe de segurança, cruzou a fronteira para o Arizona e foi detido por oficiais norte-americanos; Díaz Vega, ex-secretário de Finanças, foi preso em Nova York. Os dois pertencem ao partido Morena, aliado da chefe de Estado.
Os ex-gestores foram incluídos na acusação contra 10 autoridades de Sinaloa, incluindo o governador Rubén Rocha Moya, sob suspeita de colaborar com o tráfico de drogas para facilitar grandes operações de importação para os EUA. Rocha Moya nega as acusações, enquanto Sheinbaum tem reiterado que não extraditará o governador sem provas adicionais.
Contexto político e diplomático
A defesa de soberania de Sheinbaum ganhou destaque, com a presidente afirmando que o México não abriga responsabilidades por ações de terceiros e cobrando que Washington trate seus próprios problemas, como consumo de drogas e violência com armas. Analistas indicam que a prisão de ambos os ex-funcionários pode fortalecer o caso dos EUA contra Rocha Moya e aumentar a pressão sobre o governo federal.
Especialistas citados destacam que a cooperação de Mérida Sánchez e Díaz Vega pode fornecer evidências relevantes para o caso, potencialmente alterando o equilíbrio de informações compartilhadas com autoridades norte-americanas. A situação aumenta a complexidade política para Morena, que já enfrenta acusações dentro do partido e possíveis desdobramentos na relação com Washington.
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