- A nova PEC da Anistia já tem 125 assinaturas na Câmara, buscando as 171 necessárias para tramitar.
- A liderança fica com o deputado Sóstenes Cavalcante (PL-RJ), em resposta à decisão do STF de suspender a aplicação da chamada Lei da Dosimetria.
- A proposta visa anistia ampla para condenações relacionadas aos atos de 8 de janeiro de 2023, incluindo crimes graves e golpe de Estado.
- O texto prevê o perdão direto no Ato das Disposições Constitucionais Transitórias (artigo 139) para evitar questionamentos judiciais futuros.
- O avanço depende das lideranças da Câmara, principalmente do presidente Hugo Motta, que ainda não se posicionou sobre o tema.
A nova PEC da Anistia já reuniu 125 assinaturas na Câmara dos Deputados, buscando iniciar a tramitação正式 no Congresso. A proposta cobra um caminho distinto do texto sobre dosimetria, em resposta à decisão do STF que suspendeu a aplicação da norma. O objetivo é ampliar a anistia aos condenados relacionados aos atos de 8 de janeiro de 2023.
A mobilização é liderada pelo deputado Sóstenes Cavalcante (PL-RJ), que afirma haver votos suficientes para aprovar a PEC, dependendo apenas da vontade política das presidências das casas. A iniciativa ganhou impulso após o Congresso aprovar, depois vetar e ter a aplicação da dosimetria suspensa pelo STF.
Contexto
A PEC propõe uma anistia ampla para condenações envolvendo atos de 8 de janeiro, incluindo crimes como dano qualificado, deterioração de patrimônio tombado, associação criminosa armada, tentativa de golpe e outras irregularidades. O texto pretende inserir a medida no Ato das Disposições Constitucionais Transitórias, por meio do artigo 139.
A estratégia é blindar a anistia para eventuais contestações judiciais, afirmando que a medida corrige supostos abusos do Judiciário e reforça a soberania do Legislativo. Nos bastidores, Cavalcante tem dialogado com parlamentares da oposição e do Centrão para angariar apoio já em 2026.
O aval final depende das lideranças da Câmara, em especial do presidente da Casa, Hugo Motta (Republicanos-PB), que ainda não se posicionou publicamente. A atuação do Judiciário motivou críticas de setores políticos favoráveis à anistia.
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