- Deputado Rogério Correia (PT-MG) e o grupo Prerrogativas pedem ao Tribunal Superior Eleitoral que impeça o lançamento do filme Dark Horse até as eleições de outubro.
- A ação sustenta que o lançamento em setembro pode desequilibrar a competição antes do início formal da campanha.
- A representação afirma que Flávio Bolsonaro negociou financiamento de R$ 134 milhões com Daniel Vorcaro para viabilizar a produção.
- Os autores citam indícios de financiamento público, apontando R$ 4,6 milhões em emendas de deputados bolsonaristas e passagem do dinheiro pela conta de um advogado de Eduardo Bolsonaro (PL-SP) nos EUA.
- A peça lembra que o TSE já barrou o documentário Quem mandou matar Jair Bolsonaro? em 2022 e pede proibição imediata da exibição, multa diária de, no mínimo, R$ 1 milhão, além de apuração do financiamento.
O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) pode ser acionado para impedir o lançamento do filme Dark Horse, uma cinebiografia sobre Jair Bolsonaro, antes das eleições de outubro. A medida foi apresentada por Rogério Correia (PT-MG) e pelo grupo Prerrogativas, que argumentam que o lançamento em período eleitoral desequilibra a disputa.
Eles afirmam que a obra, com estreia prevista para setembro, pode atuar como propaganda eleitoral dissimulada e influenciar o debate público, potencialmente afetando a igualdade de oportunidades entre os candidatos. A ação também aponta risco de interferência no processo eleitoral de 2026.
A representação sustenta que o filme envolve financiamento de alto valor e pode configurar abuso de poder econômico e uso indevido dos meios de comunicação social. Segundo o documento, há indícios de financiamento público e de recursos provenientes de emendas de deputados bolsonaristas, com passagem por vias nacionais e internacionais.
Conforme revelado pelo Intercept Brasil, o orçamento para a produção chegou a negociações envolvendo valores na casa de dezenas de milhões de reais entre 2025 e 2026, com financiamento alegadamente ligado a figuras familiares ao atual cenário político. A produtora, no entanto, nega parte das informações apresentadas.
Autores da representação ressaltam que a situação lembra o caso do documentário sobre o atentado contra Bolsonaro, barretado pelo TSE em 2022, por aproximação temporal com o segundo turno. A defesa pede que o tribunal determine a suspensão imediata da exibição pública e de qualquer divulgação paga, incluindo trailers.
A demanda solicita ainda que o TSE imponha multa diária de pelo menos R$ 1 milhão em caso de descumprimento, além de abertura de investigação sobre o financiamento e a necessidade de ouvir os envolvidos para esclarecer contratos, suas origens e a destinação dos recursos.
O movimento de Correia e do Prerrogativas reforça a expectativa de que o tema seja analisado com celeridade, considerando o calendário eleitoral. As informações sobre o episódio foram apuradas a partir de reportagens de veículos nacionais e de informações já publicadas pela imprensa.
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