- A Justiça Eleitoral contabilizou pela primeira vez mais de 1 milhão de eleitores no exterior, com 879 mil em situação regular para votar em outubro.
- Desde o início do ano, foram recebidas 184 mil solicitações de regularização ou alteração, e restam 68 mil requerimentos para serem tratados; 21 mil foram preenchidos no último dia útil, em 6 de maio.
- O grupo tem aumentado muito, com ganho de 308% desde 2010; ao todo, supera o eleitorado de estados como Acre, Amapá e Roraima.
- Existem cerca de 2.400 sessões distribuidas em 140 países; a média de comparecimento no exterior fica em torno de cinquenta por cento, em função de fatores como deslocamento e uso do título para regularização de passaporte.
- O TSE aprovou, em abril, transferência de 13,2 milhões de reais para locação de imóveis no exterior, para atender locais onde há maior movimento de votação.
Desde o início deste ano, a Justiça Eleitoral registrou mais de 1 milhão de eleitores brasileiros no exterior, pela primeira vez. O registro engloba aptos, cancelados e suspensos.
Do total, pelo menos 879 mil estão em situação regular e podem votar em outubro. O saldo final depende do processamento de pedidos até 9 de junho pelo TSE.
O Tribunal Regional Eleitoral do Distrito Federal é responsável pela análise dos requerimentos e pela organização das eleições no exterior. O TSE consolidará os números após esse prazo.
Maior eleitorado entre os brasileiros no exterior já supera estados como Acre, Amapá e Roraima. O chefe do Cartório da Zona Eleitoral do Exterior aponta que, junto ao DF, o sistema é quase um segundo tribunal.
Entre os números, há 184 mil solicitações recebidas este ano, com 68 mil ainda a serem analisadas. No último dia de regularização, 6 de maio, foram 21 mil requerimentos.
A comparação com 2010 mostra crescimento de 308% no eleitorado no exterior. Em termos de população, o conjunto no exterior é superior ao de alguns estados. A tendência reflete migração e registro constante.
Dados do Itamaraty indicam que, em 2024, mais de 5 milhões de brasileiros moravam fora do Brasil. EUA, Portugal, Paraguai, Reino Unido e Japão aparecem entre os principais destinos.
O diferencial entre o tamanho do eleitorado externo e a população residente no exterior ocorre porque muitos mantêm a inscrição no Brasil para justificar ausências ou evitar multas.
Estão disponíveis cerca de 2.400 seções em 140 países. A participação costuma ficar em torno de 50% nos locais no exterior, conforme relatório da Justiça Eleitoral.
Calçadas para votação no exterior dependem de demanda mínima de 30 eleitores aptos, presença do MRE e condições locais. O Brasil ainda avalia possíveis novas sedes em Ucrânia e no Irã.
Em abril, o TSE aprovou a transferência de R$ 13,2 milhões para locação de imóveis no exterior, para atender regiões com maior movimento de votação.
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