- Ian Cheshire, novo presidente da Ofcom, prometeu enfrentar os “tech bros” e reconheceu que há percepção de complacência da regulator na segurança online.
- Ele disse ter preocupação pessoal com o impacto das redes sociais em menores de 16 anos e pediu clareza sobre o que a Ofcom pode de fato fazer.
- O britânico sugeriu que as plataformas se unam para demonstrar que querem fazer mais, mas reconheceu limitações práticas e a necessidade de comunicar possíveis limites.
- Sobre restringir redes para menores, afirmou que é uma questão do governo e, como pai e avô, está preocupado, mas não representing posição política ou institucional da Ofcom.
- Cheshire também disse que terá conversas sérias sobre a possibilidade de políticos apresentarem programas na GB News, enfatizando que as regras atuais permitem visões diversas desde que haja equilíbrio.
Ian Cheshire assumirá a presidência da Ofcom e se propõe a enfrentar o que chamou de “tech bros”, em resposta à percepção de complacência da reguladora em temas de segurança online. Ele falou sobre a necessidade de agir diante das maiores plataformas digitais.
Durante uma sessão no parlamento, Cheshire mencionou preocupações pessoais sobre o impacto das redes sociais em menores de 16 anos. Ele afirmou que pretende explorar o que a Ofcom pode realmente fazer para fiscalizar plataformas online.
O novo presidente destacou que a Ofcom precisa ser clara sobre limites e capacidades de atuação, lembrando que as próprias plataformas devem demonstrar interesse em ampliar cooperação. Questionado sobre velocidade de atuação, ele disse que há restrições práticas a considerar.
Cheshire também comentou a respeito da possível limitação de uso de redes por crianças, apontando que essa decisão envolve o governo. Ele disse ser defensor da proteção infantil, sem abandonar o papel institucional da Ofcom.
As declarações foram recebidas por defensores de segurança digital. Um líder de uma ONG de proteção infantil afirmou que a mudança de tom na Ofcom é necessária para fortalecer a aplicação da legislação de segurança online.
No caso da imprensa, Cheshire foi questionado sobre possíveis conflitos de imparcialidade com a GB News. A rede enfrentou críticas por entrevistas e alianças políticas. O tema gerou debate sobre se políticos ativos devem apresentar programas de atualidades na emissora, conforme regras vigentes.
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