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Quem financiou a maior parte do filme sobre Jair Bolsonaro foi revelado

Daniel Vorcaro é o financiador majoritário do filme, com mais de US$ 13 milhões investidos, gerando dúvidas sobre a origem dos recursos

Cena do trailer do filme "Dark Horse", cinebiografia inspirada na trajetória política do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). (Foto: reprodução/X @paulofigueiredo08)
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  • O filme sobre Jair Bolsonaro tem financiamento majoritário de Daniel Vorcaro, com mais de 90% dos custos; a produção já investiu cerca de US$ 13 milhões. (informação divulgada pela GoUp em 19 de outubro)
  • O orçamento já gasto é de cerca de US$ 13 milhões, equivalente a aproximadamente R$ 65,7 milhões; a produção ainda precisa de recursos adicionais para concluir a pós‑produção.
  • Flávio Bolsonaro confirmou ter se encontrado com Vorcaro após a prisão do banqueiro no fim de 2025 para acertar questões contratuais; o senador informou que Vorcaro investiu cerca de US$ 12 milhões, quase o total do orçamento.
  • A GoUp diz que não houve depósitos diretos de Vorcaro; o dinheiro passava pelo fundo Heavengate (Estados Unidos) administrado por Paulo Calixto, mas investigações apontam que a origem foi a empresa Entre Investimentos e Participações, de Vorcaro.
  • Existem contradições entre os envolvidos: Mario Frias negou dinheiro do Banco Master inicialmente, escoltando que houve apenas diferença de interpretação; os agradecimentos ao apoio financeiro constam, porém, em registros.

O filme sobre Jair Bolsonaro tem financiamento majoritariamente conduzido pelo banqueiro Daniel Vorcaro, ex-dono do Banco Master. A produtora GoUp informou nesta terça-feira (19) que Vorcaro arcou com mais de 90% dos custos e que a produção já investiu cerca de US$ 13 milhões, em fase de pós-produção. A obra gera polêmica pela origem e transparência do capital.

Segundo Karina Gama, empresária e dona da GoUp, o orçamento executado chega a aproximadamente US$ 13 milhões (cerca de R$ 65,7 milhões). Embora ainda haja necessidade de recursos para concluir o projeto, os valores remanescentes não seriam considerados elevados.

O senador Flávio Bolsonaro confirmou ter visitado Vorcaro após a saída do banqueiro da prisão, no fim de 2025, para finalizar questões contratuais. Mensagens apontam cobrança de repasses para manter a obra. Flávio declarou que Vorcaro investiu cerca de US$ 12 milhões, montante que corresponde à maior parte do orçamento da cinebiografia.

Origem e circulação dos recursos

Karina Gama afirma que a GoUp não recebeu depósitos diretos de Vorcaro. O dinheiro, segundo ela, passaria pelo fundo Heavengate, nos EUA, administrado pelo advogado Paulo Calixto, aliado da família Bolsonaro. Investigações da Polícia Federal, porém, apontam que os recursos teriam origem na Entre Investimentos e Participações, empresa de Vorcaro, ligando o banqueiro ao financiamento.

Divergências entre os envolvidos

Enquanto Karina e Flávio reconhecem o peso financeiro de Vorcaro, o deputado Mario Frias, que atuou como produtor-executivo, inicialmente negou participação do Banco Master no projeto. Posteriormente disse que houve apenas uma diferença de interpretação, alegando que o banco não foi signatário oficial do contrato, ainda que haja agradecimentos ao apoio financeiro.

Outros projetos da produtora

Além do filme sobre Bolsonaro, Karina Gama informou que outra empresa sua recebeu R$ 2,4 milhões via emendas Pix, transferências diretas de parlamentares, para uma série documental. O projeto foi paralisado após decisão do ministro Flávio Dino, do STF, que bloqueou o recurso por entender falhas nos requisitos legais, inviabilizando a continuidade dos episódios sobre figuras históricas do Brasil.

Conteúdo apurado pela equipe da Gazeta do Povo. Para aprofundar, leia a reportagem completa.

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