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Rogério Correia vai ao TSE para proibir filme sobre Bolsonaro

Rogério Correia solicita ao TSE a suspensão do filme Dark Horse, alegando conteúdo político em período eleitoral e origem ilícita de recursos

A produtora de “Dark Horse” nega ter recebido o dinheiro enviado pelo Master. O ator Jim Caviezel, notório extremista de direita, interpreta Bolsonaro no filme a ser lançado em agosto – Imagem: Sergio Lima/AFP e Redes Sociais
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  • Rogério Correia, deputado federal, e advogados protocolaram no TSE uma representação para impedir a exibição do filme Dark Horse, biografia de Jair Bolsonaro.
  • Alegam que a produção envolve conteúdo político em pleno calendário eleitoral e pode ter origem ilícita de recursos.
  • Trechos revelados pelo Intercept Brasil mostram conversas entre Flávio Bolsonaro e Daniel Vorcaro sobre financiamento do projeto, com Vorcaro apontado como principal financiador.
  • Contratos indicam Eduardo Bolsonaro como produtor executivo; a Polícia Federal investiga possível uso de recursos para custear a residência do ex-deputado nos Estados Unidos.
  • Os autores citam precedente de 2022, que proibiu Who mandou matar Jair Bolsonaro? em vésperas do segundo turno, argumentando risco de efeito eleitoral abusivo.

O deputado federal Rogério Correia (PT-MG) e os advogados Marco Aurélio de Carvalho e Reinaldo Santos de Almeida protocolaram no Tribunal Superior Eleitoral uma representação para impedir a exibição do filme Dark Horse, biografia de Jair Bolsonaro (PL).

Alega-se que a produção tem forte conteúdo político no atual calendário eleitoral, além de possível origem ilícita de recursos. O Intercept Brasil publicou áudios envolvendo Flávio Bolsonaro e Daniel Vorcaro sobre negócios ligados à obra.

Também aparecem contratos em que Eduardo Bolsonaro (PL-RJ) figura como produtor executivo. A PF investiga suposta utilização de recursos para custear a residência de Eduardo nos Estados Unidos, segundo as revelações.

“A obra tem Jair Bolsonaro como personagem central e pode agir como peça de comunicação política de grande impacto próximo à eleição”, sustenta o documento.

Os autores citam precedente de 2022, quando o TSE proibiu o documentário Quem mandou matar Jair Bolsonaro? às vésperas do segundo turno. O texto sustenta que obra audiovisual pode produzir efeito eleitoral abusivo.

O processo ainda não foi autuado no TSE, não há relator definido e nem data de julgamento. A representação tramita em sigilo enquanto não é oficializada no sistema.

Contexto e próximos passos

A reportagem não confirma data exata do protocolo nem como a Justiça deverá avaliar o caso. O TSE costuma analisar impactos de obras em períodos eleitorais para evitar indução indevida de votos.

A defesa afirma que o filme se enquadra em produção audiovisual com finalidade documental, mas alerta para o risco de dano à normalidade do pleito. O tribunal deverá avaliar mérito, contexto e timing da divulgação.

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