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Ex-ministro critica viúvas da pandemia e propõe reformas na saúde.

Ex-ministro propõe reformas no SUS, reforça o valor em saúde e defende regras mais rígidas para a indústria farmacêutica

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  • Marcelo Queiroga, ex‑ministro da Saúde no governo Bolsonaro, participou do programa Café com a Gazeta.
  • Disse que é preciso tirar lições da pandemia e fortalecer o SUS com reformas que valorizem o conceito de valor em saúde, incluindo debates sobre vacinação compulsória em cenários emergenciais.
  • Alertou que tais questões devem ser analisadas para preparar o Brasil para futuras emergências, destacando o risco de uma sindemia que impacta saúde, mental e economia.
  • Chamou de “viúvas da pandemia” as críticas ao governo e disse que vai refutar cada ponto, para evitar leituras de que o SUS foi destruído.
  • Defendeu uma legislação mais rígida para a indústria farmacêutica, com maior clareza sobre conflitos de interesse entre indústria, profissionais de saúde e pesquisadores.

Marcelo Queiroga, ex-ministro da Saúde no governo de Jair Bolsonaro, participou do programa Café com a Gazeta e abordou lições da pandemia de Covid-19. Ele afirmou que é preciso extrair aprendizados daquele período e criticou o que chamou de “viúvas da pandemia”. A entrevista está disponível no canal do programa.

O ex-titular defendeu reformas no Sistema Único de Saúde para incorporar o conceito de valor em saúde. Entre as propostas, ele discutiu cenários como vacinação compulsória em situações emergenciais, mesmo com vacinas ainda em avaliação, como forma de enfrentar crises sanitárias.

Segundo Queiroga, tais análises devem considerar impactos na saúde pública, na saúde mental e na economia, evitando um cenário de sindemia. Ele ressaltou a necessidade de planejar respostas a futuras emergências sem deixar de lado a avaliação criteriosa de políticas públicas.

Propostas para o SUS e o papel da indústria

Ao abordar o funcionamento do SUS, o ex-ministro defendeu mudanças legais que fortaleçam o setor, com foco na integridade do processo. Ele citou a importância de estabelecer conflitos de interesse entre indústria, profissionais de saúde e pesquisadores para distinguir boas práticas de risco de influência indevida.

A crítica às chamadas “viúvas da pandemia” também foi discutida. Queiroga disse que algumas vozes passaram a recuar de críticas antigas, enquanto prometeu contestar argumentos que, na visão dele, tentam apresentar o SUS como destruído durante a gestão anterior.

Considerações sobre regulação farmacêutica

Ainda segundo Queiroga, a regulação da indústria farmacêutica precisa de rigidez para apoiar avanços médicos sem comprometer a ética. O foco está em ampliar a transparência e assegurar que interesses comerciais não desviem decisões clínicas ou científicas.

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