- O senador Flávio Bolsonaro trocou o marqueteiro após o Intercept Brasil divulgar que ele pediu 134 milhões de reais ao banqueiro Daniel Vorcaro, com mensagens de lealdade que foram tornadas públicas.
- O publicitário Marcello Lopes, ex-policial e amigo do senador, já aparecia em documentos como estrategista de ataques nas redes ao Banco Central e recebeu 650 mil reais de Vorcaro em 2025.
- Flávio admitiu ter visitado Vorcaro após a prisão dele pela primeira vez e só informou aos congressistas do PL próximo do momento em que a imprensa iria revelar o fato.
- A Polícia Federal investiga se o dinheiro de Vorcaro foi parar nos cofres de Eduardo Bolsonaro, que está autoexilado nos Estados Unidos; o fundo fica no Texas e é controlado por aliados dele, e os irmãos negam.
- O Centrão aposta que há mais desdobramentos; o eleitor independente deve definir a eleição, em meio à polarização entre bolsonaristas e petistas. A azeitona da empada não teve culpa.
O senador Flávio Bolsonaro endurece o tom após divulgar que pediu ao banqueiro Daniel Vorcaro a quantia de R$ 134 milhões, segundo reportagens do Intercept Brasil. A revelação chegou em meio a investigações que envolvem possíveis vínculos financeiros de Vorcaro com o grupo, incluindo aliados da família Bolsonaro.
A investigação aponta que a Polícia Federal analisa a possibilidade de recursos de Vorcaro terem chegado aos bolsos de Eduardo Bolsonaro, que está currently nos Estados Unidos. Ambos os irmãos negam qualquer irregularidade. O fundo receptor fica no Texas e seria operado por aliados de Eduardo.
Segundo a apuração, o publicitário Marcello Lopes, ex-policial civil e dono da agência Cálix Propaganda, já atuava como estrategista de redes sociais em campanhas anteriores. A Folha de S.Paulo confirmou a participação dele no plano de ataque às redes sociais ao Banco Central, contratado por Vorcaro em 2025, com repasse de R$ 650 mil. A notícia não implica responsabilidade direta, apenas descreve vínculos já identificados.
Flávio Bolsonaro admitiu que manteve contato com Vorcaro após a prisão do banqueiro pela primeira vez. A revelação ocorreu apenas quando houve previsão de divulgação por parte da imprensa, segundo o relato dos envolvidos. A defesa alega que não houve crime, apenas contatos institucionais com apelo político.
Em meio às apurações, o cenário eleitoral permanece polarizado. Bolsonaristas e apoiadores do partido veem as investigações como tentativa de difamação, enquanto opositores destacam possíveis abusos de influência financeira em campanhas. O tema integra o conjunto de assuntos que cercam a campanha de Flávio e seus aliados.
A azeitona da empada não teve culpa nenhuma.
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