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Israel inicia deportação de mais de 400 ativistas da flotilha, entre espanhóis

Mais de quatrocentos ativistas da flotilha são deportados de Israel, com repatriação prevista via Turquia e protestos de governos europeus.

Alessandro Mantovani, corresponsal del diario 'Il Fatto Quotidiano' y uno de los activistas de la flotilla, llega a Roma este jueves tras ser deportado por Israel.
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  • Aproximadamente 430 ativistas da Flotilha Global Sumud já deixaram a prisão israelense e iniciam o processo de deportação, com a maioria sendo levada ao aeroporto Ramon; alguns podem seguir por terra para Jordânia ou Egito.
  • Um ativista israelita, Zohar Regev, permanece sob detenção em Ashkelon, em processo no Tribunal de Primeira Instância, sob acusações de entrada ilegal, permanência ilegal e tentativa de romper o bloqueio a Gaza.
  • O ministro espanhol de Exteriores, José Manuel Albares, informou que espanhóis a bordo estão sendo transferidos para deportação, possivelmente via Turquia; cifra provisória de 44 nacionais.
  • Turquia enviou três voos da Turkish Airlines ao aeroporto Ramon para evacuar membros da flotilha, com previsão de aterrissar em Istambul; o governo turco afirma estar coordenando retornos seguros.
  • Há denúncias de maus-tratos por parte de ativistas italianos, como Dario Carotenuto e Alessandro Mantovani, incluindo relatos de agressões, humilhação e possíveis vítimas de violência física durante a detenção.

O grupo Global Sumud anunciou nesta quinta-feira que todos os ativistas detidos na Israel seguiram para o processo de deportação. Cerca de 430 pessoas deixaram a prisão israelense onde estavam internadas, segundo informações repassadas pelo Serviço Penitenciário a Adalah, que coordena a atuação jurídica.

A maior parte dos ativistas, segundo Adalah, está sendo transferida para o aeroporto Ramon, no sul de Israel, nas proximidades da cela em Ketziot. Algumas pessoas provenientes de Jordânia e Egito devem deixar o país por via terrestre. Conduções já começaram a se intensificar após a detenção inicial.

Enquanto os ativistas aguardam a deportação, continua uma audiência no Tribunal de Ashkelon contra Zohar Regev, cidadão israelense entre os detidos. A defesa sustenta acusações de entrada ilegal, permanência irregular e suposto impulso para furar o bloqueio a Gaza.

Retorno e posição diplomática

O ministro espanhol de Relações Exteriores, José Manuel Albares, informou que os espanhóis a bordo estão sendo deslocados para um aeroporto junto aos demais ativistas, com destino provável a Turquia. Albares mencionou ainda que o número de nacionais espanhóis detidos pode chegar a 44, sem confirmar oficialmente.

Em resposta, várias autoridades europeias reagiram às imagens que mostram o trato recebido pelos ativistas na chegada a Israel. Governos de Espanha, Grécia, Polônia e Indonésia anunciaram protestos e exigiram a liberação dos detidos. Albares enfatizou que os cidadãos espanhóis não devem ser alvo de violência.

Coordenação regional e logística

A Turquia confirmou envio de três voos da Turkish Airlines ao aeroporto Ramon para evacuação de muitos membros da flotilla. As autoridades turcas sinalizaram que, ao chegar a Estambul, os ativistas poderão ser repatriados aos seus países de origem, em um esforço regional para retornar os tripulantes com segurança.

De acordo com relatos, equipes consulares italianas e portugueses acompanharam de perto o andamento do processo, e relatos de testemunhas indicam que vários ativistas relataram maltrato durante a detenção. Ainda não há confirmação oficial de detalhes de todos os incidentes.

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