- O tribunal de apelação de Paris condenou Airbus e Air France pelo acidente do voo Rio de Janeiro–Paris de 2009, que matou 228 pessoas, punindo as empresas com € 225.000 de multa cada uma.
- A sentença mantém a pena máxima para ambas as companhias, depois de terem sido absolvidas em primeira instância, em abril de 2023.
- Air France foi considerada culpada por não ter treinado pilotos para lidar com o congelamento das sondas Pitot e por não ter informado de forma adequada a tripulação.
- Airbus foi responsabilizada por subestimar a gravidade dos defeitos das sondas de velocidade e por não tomar medidas urgentes para alertar as empresas com esses sensores.
- A investigação apontou falha dos pilotos diante do problema de gelo nas sondas em altitude, levando a perda de controle e à queda do avião, que caiu no Atlântico após cerca de quatro minutos e vinte e três segundos.
O tribunal de Apelação de Paris condenou Airbus e Air France pela participação no acidente do voo AF447, ocorrido em 1º de junho de 2009 entre Rio de Janeiro e Paris. A decisão responsabiliza as empresas pela tragédia que matou 228 pessoas, após uma primeira instância de 2023 ter absolvido ambas as companhias.
Air France foi considerada culpada por não ter implementado uma formação de pilotos adequada diante de falhas nos sensores Pitot, nem fornecido informações suficientes às tripulações. A Airbus, por sua vez, é acusada de subestimar a gravidade dos problemas dos sensores de velocidade e de não ter informado com urgência as empresas com aeronaves equipadas.
Ambas as companhias, atuando como pessoas jurídicas, receberam a pena máxima de 225 mil euros em multa. A decisão é, segundo familiares das vítimas, um reconhecimento simbólico do sofrimento, ainda que muitos estudem recorrer.
Detalhes da decisão
A Justiça manteve a apontação de responsabilidade, ainda que sem responsabilizar diretamente indivíduos. A defesa de Air France sustenta que a empresa já contestou as acusações. A Airbus também negou a culpa penal, enfatizando fatores humanos na condução do voo.
Contexto do acidente
As investigações apontaram falha de sensores de velocidade durante o sobrevoo a grande altitude, em condições meteorológicas adversas na região dos doldrums próximo ao equador. Os pilotos passaram por uma sequência de comandos inadequados que levou à perda de controle do Airbus A330.
Entre os passageiros estavam 61 franceses, 58 brasileiros, 28 alemães, além de italianos, espanhóis e um argentino, representando 33 nacionalidades. Os restos e as caixas-pretas foram localizados nos dias seguintes ao incidente, com conclusão de que a tripulação reagiu de forma inadequada ao problema.
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