- A pesquisa Datafolha apontou 22% de intenção de voto de Michelle Bolsonaro no primeiro turno, sem indicar liderança avassaladora que pudesse vencer Flávio Bolsonaro.
- Aliados de Flávio Bolsonaro veem alívio com o resultado, pois reduz a pressão por troca de nomes na chapa do Partido Liberal (PL).
- Desde a crise do “Dark Horse”, o nome de Michelle voltou a circular como possível ativo para a chapa, ainda que seja considerado difícil pelos integrantes do PL, principalmente como vice.
- Pesquisas internas já sinalizavam impacto, mas o resultado público surpreendeu parte da equipe e revelou divergências entre alas do grupo.
- Letícia Casado, colunista do UOL, destacou o efeito do resultado como alívio para o grupo ligado a Flávio.
O desempenho de Michelle Bolsonaro na pesquisa Datafolha gerou alívio entre aliados de Flávio Bolsonaro. A ex-primeira-dama não apareceu como líder capaz de atropelar o senador, segundo a colunista Letícia Casado, do UOL News.
Conforme Casado, no PL esse dado reduz a pressão por mudanças na chapa. Parte da bancada entende que a presença de Michelle não Justifica trocar Flávio neste momento.
Desde a crise do chamado Dark Horse, há quase duas semanas, o nome de Michelle voltou a circular como possível integrante da chapa presidencial, seja como vice ou cabeça de lista. Integrantes do PL enxergam dificuldades reais para substituí-la.
A pesquisa mostrou Michelle com 22% de intenção de votos no primeiro turno, o que, segundo a jornalista, não configura liderança avassaladora suficiente para exigir alterações no comando da candidatura de Flávio Bolsonaro.
Letícia Casado afirma que o grupo de Flávio já monitorava impactos em pesquisas internas, mas ficou surpreso com a magnitude do resultado divulgado publicamente. Parte da ala vê sinais de alerta, outra mantém explicação de que as decisões dependem de Jair Bolsonaro.
Análise interna e desdobramentos
A situação é interpretada de forma diferente entre aliados de Flávio. Um segmento sustenta que o eleitor pode esquecer o caso do Dark Horse em breve. Outro grupo aponta riscos maiores, sem indicar caminhos disponíveis no momento.
A reportagem do UOL News destaca que a definição da candidatura presidencial continua nas mãos de Jair Bolsonaro, com decisões ainda pendentes dentro do grupo político. A equipe de Flávio avalia cenários, sem sinalização de mudanças imediatas.
O UOL News é exibido de segunda a sexta, às 10h e 16h, com apresentação de Fabíola Cidral e Diego Sarza, respectivamente. Aos fins de semana, as edições vão ao ar em horários diferentes.
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