- A promotora Rocksman faliu e não devolverá dinheiro a 15.000 compradores de ingressos da turnê australiana de Candace Owens.
- Segundo o relatório do liquidante, a Rocksman tinha apenas 21 centavos no caixa e não havia seguro para cobrir o cancelamento.
- Candace Owens afirma estar a centenas de milhares de dólares no prejuízo e diz ter sido enganada pela Rocksman.
- A turnê foi cancelada após o governo australiano negar o visto da artista; Turning Point Australia atuou como patrocinador/promoção.
- O relatório aponta dívidas superiores a 760 mil dólares, possíveis transações questionáveis e indica violação potencial da Corporations Act pela Rocksman.
O promotor Rocksman, responsável pela turnê australiana da influenciadora Candace Owens, faliu após gastar todo o dinheiro arrecadado com ingressos. Cerca de 15 mil compradores não devem receber reembolso, segundo relatório do liquidador.
Owens afirma ter arcado com centenas de milhares de dólares em despesas legais após a recusa de visto, com promessas não cumpridas de Rocksman de cobrir custos. A artista também alega ter sido iludida pela empresa, segundo sua equipe.
A promotora declarada falida tinha apenas 21 centavos no caixa ao entrar em liquidação em dezembro. O relatório de credores, apresentado em Asic em 3 de março, indica que não havia seguro para cobrir cancelamento e que os recursos da Rocksman estavam esgotados.
A turnê foi inicialmente adiada e depois cancelada, após o governo australiano negar o visto de Owens por considerar que ela poderia incitar discórdia. A decisão foi mantida pelo tribunal superior em outubro.
Situação financeira e responsabilidades
O principal patrocinador da turnê, a empresa de metais preciosos As Good As Gold, afirma também ter dívidas a receber. O co-diretor Jarrad Panes relatou que um patrocínio de A$ 80 mil não foi reembolsado, mesmo após promessa de devolução em 2025.
Joel Jammal, líder da Turning Point Australia e considerado patrocinador da tournée, informou que a participação da organização ficou apenas na promoção. Ele negou irregularidades e alegou que a contribuição foi administrativa, não financeira.
O relatório do liquidante, David Sampson, aponta que a Rocksman operava com evidências de insolvência e registrou dívidas superiores a A$ 760 mil a credores, incluindo empregados e compradores de ingressos. Elementos de transações relacionadas a diretores podem ser contestados para possível recuperação de ativos.
Costas e Jammal estiveram envolvidos na organização de outras turnês de direita no passado, com atrasos e cancelamentos que resultaram em reembolso de parte dos ingressos. No caso da empresa, o diretor e único acionista é George Zacharia, que não respondeu a pedidos de comentário.
O relatório também observa falhas na manutenção de registros financeiros pela Rocksman e sugere que não havia fundos suficientes para promover ações legais contra credores. A autoridade reguladora pode ser informada sobre irregularidades contábeis e condutas de direção.
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