- Barroso afirmou que a importância do STF não pode ser medida por pesquisas de opinião pública.
- Ele disse que o tribunal sofre desgaste por julgar temas sensíveis à sociedade e por decisões nem sempre serem populares.
- O ex-ministro defendeu uma reforma política para reduzir os custos das eleições e enfrentar a corrupção entranhada no país.
- Sobre o código de ética para ministros, disse que é uma ideia boa e importante, mas há divergências internas sobre a regulamentação específica.
- Em relação às eleições de 2026, destacou a necessidade de reduzir custos, mencionou o sistema distrital misto e alertou para a desinformação, incluindo o papel da inteligência artificial com supervisão humana.
O ex-ministro do STF Luís Roberto Barroso participou hoje de um evento do Esfera Brasil no Guarujá, litoral de São Paulo. Durante a fala, ele defended a importância da corte independentemente de pesquisas de opinião pública, destacando que o STF julga temas sensíveis à sociedade. O desgaste é natural quando decisões afetam diferentes setores, disse.
Barroso ressaltou que nem sempre a decisão correta é a mais popular. Ele defendeu uma reforma política para reduzir o custo das eleições e criticou a corrupção que, na leitura dele, está entranhada no sistema. Também comentou a discussão sobre um código de ética para ministros do STF, afirmando que é uma medida boa e importante, mas com divergências internas sobre a necessidade de regulamentação específica.
Despesas eleitorais e ética no STF
O ex-presidente do STF questionou se há necessidade de regras mais claras para evitar percepções de favorecimento em casos como o Master. Barroso reforçou a ideia de separar percepções institucionais de ações individuais e disse não haver evidência de irregularidades em decisões do tribunal sob esse tema. Sobre a possível candidatura de Joaquim Barbosa, ele afirmou que se trata de um tema distinto do código de ética.
Barroso afirmou que reduzir o custo das eleições é essencial para enfrentar a corrupção entranhada no país. Defendeu que a reforma política deveria figurar entre as primeiras medidas de um novo governo. Também sugeriu o modelo distrital misto para a eleição de parlamentares, alegando que o sistema atual distancia eleitores de candidatos.
Desafios para as eleições de 2026
Para Barroso, a principal preocupação é a desinformação. Ele alertou que a inteligência artificial pode ser usada para ataques à reputação durante a campanha, exigindo atenção aos impactos da tecnologia. O ex-ministro destacou a necessidade de campanhas mais enfocadas em propostas e mudanças concretas, em vez de desqualificações entre adversários.
Inteligência artificial e o Judiciário
No campo jurídico, Barroso disse que a IA terá impactos em áreas como privacidade, liberdade de expressão e direito econômico. Ele reconheceu a dificuldade de regulamentar a IA antes de seus efeitos serem plenamente conhecidos, mas ressaltou que a tecnologia pode reduzir a carga de trabalho do Judiciário desde que haja supervisão humana constante.
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