- Pesquisa Datafolha aponta que 88% dos eleitores de Flávio Bolsonaro defendem que o senador siga na disputa presidencial de 2026, mesmo com as conversas vazadas.
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- O levantamento mostra que 72% dos apoiadores conhecem as conversas; 53% aprovam a ideia de pedir dinheiro ao dono do Banco Master; 64% dos brasileiros acham que o senador agiu mal.
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- Os áudios revelaram pedido de dinheiro de Flávio a Daniel Vorcaro para o filme, no total de R$ 134 milhões; o banqueiro teria pago R$ 61 milhões, segundo a reportagem.
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- No campo eleitoral, Flávio caiu de 35% para 31% de intenções de voto no primeiro turno; no segundo turno, caiu de 45% para 43% contra Lula, que subiu de 45% para 47%.
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- O PL respondeu ao episódio com uma reunião da cúpula e troca no comando de comunicação da pré-campanha: Marcello Lopes saiu e Eduardo Fischer assumiu a função.
As conversas entre o senador Flávio Bolsonaro e o banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, não abalaram o apoio à candidatura do parlamentar em 2026, aponta a pesquisa Datafolha divulgada nesta sexta-feira. O levantamento traz dados sobre intenção de voto, conhecimento das conversas e avaliação do episódio.
A pesquisa foi realizada nos dias 20 e 21 de maio com 2.004 entrevistados em 139 cidades. A margem de erro é de 2 pontos percentuais, para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%. O registro no TSE é BR-07489/2026.
Entre os eleitores de Flávio Bolsonaro, 88% defendem que ele permaneça na disputa, mesmo após o vazamento das conversas. O percentual é superior aos 64% observados entre o conjunto da população.
Veracidade e percepção
Setenta e dois por cento dos eleitores do parlamentar afirmaram ter tomado conhecimento das conversas, contra 64% da população geral. Ainda assim, 73% dos apoiadores continuam confiando no senador.
No recorte de avaliação sobre a conduta, 53% dos eleitores de Flávio consideram correta a decisão de pedir dinheiro para a produção do filme. Já entre a população em geral, 64% avaliam que o senador agiu mal.
Impacto na pré-campanha
O episódio desencadeou mudanças na coordenação da pré-campanha. O PL realizou reunião com a cúpula do partido após o vazamento, e houve reshuffle na equipe de comunicação. Marcello Lopes, conhecido como Marcellão, deixou a função, sendo substituído por Eduardo Fischer.
Marcello Lopes afirmou que optou por deixar a campanha para se concentrar na própria empresa. Ele já atuava nos bastidores há semanas, mesmo antes da data prevista de oficialização, em 1º de junho.
Declarações e continuidade
Em nota, Lopes explicou a decisão de sair da pré-campanha, citando a agenda familiar e o retorno aos Estados Unidos. O episódio não alterou a organização da pré-campanha nem a estratégia de comunicação do senador.
O caso ganhou destaque após o vazamento de áudios revelados pelo Intercept Brasil, que mostraram a negociação de aportes para o filme sobre a trajetória de Bolsonaro. O banco Master, que foi à tona, já havia sido citado em investigações anteriores.
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